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João Paulo Dell Santo


Twitter: @jpdellsanto
Sergipano descendente de um cruzamento de espanhóis com chilenos e víboras. Escrevo sobre TV há quatro anos, mas já cobri música e política em outros sites. Com este espaço buscaremos a disseminação de ideias de uma forma saudável. Não tomo partido, muito menos levanto a bandeira de quem quer que seja, por isso não esperem um ser angelical e muito menos certinho. Não pretendo mudar o mundo como alguns, muito menos tentar explicá-lo, mas darei minha sarcástica contribuição.

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RedeTV, Pânico, a separação e o fim de um casamento


Divulgação / RedeTV

Uma tragédia anunciada. Não é surpresa a notícia da saída do “Pânico” da RedeTV. A péssima relação dos últimos tempos somada ao atraso de salários apontava para isso ainda no ano passado. O casamento chegou ao fim.

Se for refletir, até que demorou pra esse divórcio sair. Em 2009, a RedeTV, sem cumprir com seu papel de chefe de família, viu sua esposa de namorico com um rapagão de 30 anos que reside pelos lados da Anhanguera. O nome dele? SBT. Bastou uma olhada, para a fiel senhora se encantar pelo moço mais feliz do Brasil. No entanto, a RedeTV conseguiu segurar sua esposa com promessas de fidelidade e dedicação. O tempo passou, e ela sofria calada, pronta para dá um até nunca mais.

Eis que um senhor de seus quarenta e poucos anos enviou-lhe um bilhete marcando um encontro. O local? Um restaurante fino no Morumbi. A extrovertida senhora se encantara novamente por outro rapaz. E dessa vez o seu marido não tinha mais argumentos convincentes. A relação estava desgastada, o sentimento acabou, ficando apenas a gratidão e o carinho pelos bons momentos vividos juntos.

Divorciada, a senhora de humor escrachado terá a chance de respirar novos ares, ser respeitada, se reciclar, ter suas regalias realizadas, ter respaldo. O casamento perfeito. Agora, é só aguardar os frutos dessa união.

Quanto ao chefe de família que mora pelos lados de Osasco, não há o que fazer. A sua senhora se foi. A dedicada mulher. A galinha dos ovos de ouro. O porto-seguro. Não se espantem se com o passar dos dias notícias sobre uma depressão que se abateu sobre o rapaz venha a público. Ele já está cabisbaixo, sem forças, sem rumo, sem ideologia. Afinal, para que você serve meu rapaz?  

16/02/2012 Escrito por: João Paulo Dell Santo 25 comentários


Davi mata Golias, mas sucumbe perante Juliana Paes


http://asbrasileiras.globo.com/platb/files/2431/2012/02/juliana-paes-as-brasieliras.jpgEpisódio "A Justiceira de Olinda" - Divulgação

Estreou na última quinta-feira, dia 02, a série “As Brasileiras” (Globo), inspirada em “As Cariocas”, produção baseada na obra de Sérgio Porto, que ganhou em 2010 uma versão para a TV. Exibida entre 23h19 e 23h54, “As Brasileiras” atingiu 20 pontos de média com pico de 26 e 37% de share (porcentagem de televisores ligados), ante 14 de “Rei Davi” (Record).

O primeiro episódio, “A Justiceira de Olinda”, com Juliana Paes, Marcos Palmeira e Leona Cavalli no elenco, trouxe à tona mais uma vez o selo Daniel Filho de qualidade. A produção caprichou na fotografia, em interpretações pra lá de inspiradas e em uma direção altamente competente. Se havia dúvidas que “As Brasileiras” repetiria o sucesso da aclamada “As Cariocas”, a resposta veio logo de cara. A produção aposta em um humor debochado, que ao mesmo tempo faz refletir com uma narração superafinada do próprio Daniel Filho, com texto de Geraldo Carneiro.

O mote da mulher que decepa o órgão genital do marido para, literalmente, cortar o mal pela raiz, evitando futuras traições, sendo que o boato de infidelidade, pregada por duas fofoqueiras, não se confirma, beira o absurdo, mas é aí que se encontra a graça da série, quem disse que precisamos levar tudo a sério? “As Brasileiras” é, ao lado de “Dercy de Verdade” e “O Brado Retumbante”, o grande acerto desse início de ano. Sem dúvida, é dramaturgia da maior qualidade, com um toque sarcástico de humor. Começamos 2012 bem.

Vale destacar a atuação de Juliana que, como uma antecipação à “Gabriela”, roubou a cena do começo ao fim. Não por menos, a morena, de curvas perfeitas e contornos exuberantes, levou ao chão o guerreiro da Record, que não teve brecha para se aproximar da liderança enquanto a Justiceira estava no ar. Davi, que na terça matou o gigante Golias com uma pedrada, sucumbiu perante Juliana Paes. 

03/02/2012 Escrito por: João Paulo Dell Santo 16 comentários


Record apela novamente para o "editorial dos desesperados" e banca a Janete


A babuína continua ingênua... 

A longa reportagem do “Domingo Espetacular” do último dia 8 sobre as conquistas da Record em audiência, faturamento, expansão e crescimento não deve ser levada a sério. E é muito fácil de entender o porquê disso. Aquilo ali é humor do mais refinado. Um novo modelo de stand up comedy. Que Rafinha Bastos que nada, o The New York Times precisa falar com essa turma de comediantes.

O mais engraçado é que toda a imprensa, aquela que anunciou o declínio das faixas matutina e vespertina, do jornalismo, dos sábados e domingos, ao longo de 2011, ficou com cara de boba. Sim, a Record deixou subentendido que a imprensa é uma tiazinha solteirona que adora ficar o dia inteiro na janela olhando a vida dos outros, aumentando, criando, e por aí vai.

É de se pensar. E as manchetes da Folha, Veja, Estadão, Terra, UOL, IG, O Dia, Extra? E os renomados jornalistas, como Flávio Ricco, José Armando Vannucci, Ricardo Feltrin, James Akel, Maurício Stycer, Cristina Padiglione, Patrícia Kogut, que tanto falaram sobre a queda da emissora de Edir Macedo ao longo de 2011? Foi tudo invenção? Até que ponto chegaram.

A cena e o filme são os mesmos. Quando acuado, o canal 7 de São Paulo apela para o seu já batido “editorial dos desesperados”. Nele, os famosos gráficos, a ironia, o exagero e o egocentrismo se misturam em tom de editorial para chamar a atenção do mercado e dos telespectadores.

2011 foi um dos piores, senão o pior, ano para a Record. O ano em que quase tudo deu errado. Mudanças de horário, quase 30, audiência em queda, seja no jornalismo, com o “Jornal da Record” chegando a míseros 4 pontos, seja na dramaturgia, com a caríssima “Vidas em Jogos” cravando 9 pontos, seja na linha de shows, com “Ídolos” e “O Aprendiz” levando uma surra da velhinha “A Praça é Nossa”. Sem falar no badalado “Pan de Guadalajara”, que ficou por algumas ocasiões atrás de SBT e Band.

Até o “Fala Brasil”, que a reportagem aponta como líder há 3 anos, já não tem forças suficiente para combater as receitas de bolinho de chuva da Ana Maria Braga. E o “Hoje em Dia”, que tomou para si o mérito de ter feito Fátima Bernardes abandonar o “Jornal Nacional” para salvar as manhãs da Globo? A revista eletrônica de Chris Flores e companhia vem patinando na casa dos 4 pontos, ficando atrás dos desenhos do SBT. Isso sem falar nos micos do ano: “A Fazenda 4”, “E aí, Doutor?”, “Cidade Alerta”, “Marcas da Vida” e “A História de Éster”.

Até o remake de “Rebelde”, mostrado na reportagem como o responsável pela disseminação de um movimento intitulado “Rebeldemania”, tão importante quanto O Iluminismo, vem decepcionando. A novelinha teen já foi testada em diferentes faixas, chegando à marca de 6 pontinhos. Sem falar no “Programa Silvio Santos” que vem tirando audiência do “Domingo Espetacular”. Não nos prolonguemos, afinal faltará espaço para tanta coisa.

Ano passado, até o SBT, tido pela cúpula da Record como carta fora do baralho, ressurgiu das cinzas. A emissora de Silvio Santos fecha com frequência na vice-liderança durante as manhãs e principalmente à tarde. “Marimar”, por exemplo, já mandou quatro adversários pra lona. E a média nacional de dezembro? Record e SBT fecharam empatadas em exatos 4.7 pontos. Sem falar em algumas praças, como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Vitória, Distrito Federal, Recife e Goiânia, que o canal da Anhanguera voltou a conquistar o segundo lugar.

Por que a Record não mostra isso? Por que a queda de 2011 foi deixada de lado? Por que a emissora não mostrou que perdeu 2.7% de sua audiência na Grande São Paulo de 2010 para 2011, enquanto SBT cresceu 5.5%, indo de 5.4 para 5.7 no mesmo período?

Estará toda a imprensa mentindo, reunida num complô contra a emissora do Bispo Macedo? E o mercado publicitário, o que pensa disso? Porque os dados do Ibope, inclusive com as quedas, foram repassados ao setor. Porque só agora a Record resolveu trazer a público seu “editorial dos desesperados”? O que está por traz disso tudo? Uma jogada de marketing?

Enquanto a Record bancar a Janete, a ingênua amiga da Valéria do “Zorra Total”, seu tão proclamado crescimento dissolve-se a passos largos. A emissora precisa colocar os pés no chão, deixar as fantasias de lado e redefinir sua linha de investimentos. É passada a hora de fazer TV de verdade. O mercado já não vê com bons olhos essa postura. E o mais importante, a emissora tem que criar personalidade própria, parar de viver à sombra das concorrentes, e buscar sua essência, afinal o que é a Record? Uma Globo mal copiada ou um SBT evoluído negativamente? 

09/01/2012 Escrito por: João Paulo Dell Santo 25 comentários


Record entra em coma, Globo acende a vela e SBT faz a festa


Pela enésima vez no ano a Record altera sua grade de programação na próxima segunda (19). A minissérie "A História de Ester", que estreou na última quarta (14), chega ao fim hoje (16). Parece piada, mas não é. Nem o SBT do alto de sua irresponsabilidade chegou a tanto.

As mudanças têm como objetivo encontrar a melhor opção para a programação vespertina. Até aqui, o objetivo não foi alcançado. Além de sofrer intermináveis derrotas para as novelas do SBT, a Band, com alguns desenhos, passou a incomodar. A situação está crítica. Como nunca antes se viu.

"Programa da Tarde", "O Preço Certo", "Geraldo Brasil", "E aí, Doutor?", "Cidade Alerta", "Marcas da Vida", "Pica-Pau", "Todo Mundo Odeia o Chris", desenhos, filmes, novelas, de tudo foi testado, mas nada teve consistência suficiente para um planejamento a longo prazo.

A Record, definitivamente, vive o seu pior momento desde o lançamento do projeto "A Caminho da Liderança", até aqui não finalizado e motivo de inúmeras piadas na imprensa e entre as concorrentes. Além da visível falta de identidade, ora quer ser a Globo, ora quer ser o SBT, o "canal 7 de São Paulo" atravessa a sua mais nociva crise administrativa. A alta cúpula da IURD, que prova a cada dia não ter conhecimento de causa para comandar uma emissora de TV, mete os pés pelas mãos de forma vexatória. Os erros são de chulos a inacreditáveis.

Até o mais leigo dos estudantes de Rádio e TV sabe de uma regrinha básica: TV é hábito. Esse ensinamento, hoje estereotipado na cabeça da direção do SBT, parece não ter significado para a turma da Barra Funda. A história se repete. A Record comete as mesmas besteiras que derrubaram o SBT da vice-liderança. Porque justiça seja feita, não foram apenas os macroinvestimentos feitos pela direção do canal de Edir Macedo que levaram a emissora ao segundo lugar. O SBT colaborou bastante.

Os slogans "A Caminho da Liderança", "Uma TV de Primeira" ou "Agora é a Vez da Record" para nada servem a não ser manter em funcionamento a cabecinha oca de alguns executivos. Enquanto perdem precioso tempo alfinetando as rivais, em especial Globo, seja na imprensa ou por meio dos famosos gráficos, o controle remoto entra em cena mais uma vez. O telespectador odeia ser feito de otário.

Como numa potente máquina, uma engrenagem, por menor que seja, ao dar defeito, afeta todo o funcionamento do motor. Observem: manhãs - tardes - noites - sábados. Em um efeito dominó devastador. Restam apenas os domingos, que ainda proporcionam, mesmo com o SBT no retrovisor, um suspiro mais demorado. Hoje a dramaturgia da Record está completamente perdida. Erraram ao abandonar o projeto inicial para apostar em remakes mexicanos. O jornalismo entrou numa "guerra santa". Evangélicos e católicos foram tirados do sério. O entretenimento, em si, nunca esteve tão falho.

A Record de hoje, como citado, lembra o SBT de 2007, que com tamanho incompetência perdeu sua festejada vice-liderança. Os papéis se invertem. O SBT voltou a fechar em segundo lugar. Nesta semana, em dois dias, quarta (14) e quinta (15). A emissora de Silvio Santos também tomou a vice no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília na média mensal de novembro. Belo Horizonte e São Paulo caminham para o mesmo resultado.

Com o andar da carruagem, tendo a irrisória diferença de 4 décimos na média 24h de São Paulo em novembro, janeiro caminha para ser o mês do embate. Data que o SBT rifa “Amor e Revolução” de sua grade, estreia uma nova linha de shows, investe no Ratinho e põe no ar a tão falada “Corações Feridos”. Enquanto isso, a Record não sabe o que exibir no lugar de “A História de Ester” na próxima segunda (19).

Estará o SBT próximo de retornar ao posto de segundo colocado? Até quando a Record suportará essa estadia na UTI? Há chances de recuperação? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. As respostas estão próximas.

16/12/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 15 comentários


Fina Estampa, Aguinaldo Silva, o sucesso e a crítica inconformada


Griselda (Lilia Cabral) flagra Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Pereirinha (José Mayer) no maior amasso (Foto: TV Globo / Divulgação)

Conquistar a atenção (positivamente) e ganhar destaque na imprensa hoje em dia não é tarefa fácil para qualquer autor de telenovelas. Além de ter que trabalhar com a rejeição inicial dos “viúvos” do folhetim que o antecedeu, o autor tem que dançar um verdadeiro tango para não cair no jogo de alguns profissionais da imprensa televisiva.

É a velha questão: Fez certo? Nada a mais que a obrigação. Fez errado? Atirem a primeira pedra. Os chamados críticos fifis, tonificados por seu ego e com o peso que sua coluna ou site carrega, acham que tudo podem. Foi-se o tempo em que apenas a análise concisa ganhava destaque. E não está em pauta a questão do elogiar ou criticar, mas, sim, a forma pela qual alguns profissionais tomaram para si. São verdadeiros combatentes, com um único e claro objetivo: derrubar, massacrar e aniquilar o seu alvo.

“Fina Estampa” está nesse campo de batalha desde agosto. Contam-se os elogios recebidos até aqui. “Novela cheia de didatismo e clichês”. “Colcha de retalhos de tudo que o autor já fez”. “Aguinaldo Silva promove o fim da boa dramaturgia”. “Fina Estampa apela pelo convencimento fácil do telespectador e deixa a dramaturgia de lado”. “Aguinaldo deveria praticar o exercício da boa dramaturgia”. Foram alguns dos conselhos dados pelos profissionais que ganham para criticar. Todos, evidentemente, rebatidos por Silva.

No começo muito se criticou a histeria de Christiane Torloni e sua Tereza Cristina. Agora, a atriz está no tom correto. Alguém elogiou? Não. E assim vale para vários personagens. Quando o ator não produz o que se espera e deseja uma enxurrada de críticas o abate. No contrário, faz-se de conta que nada aconteceu.

Como olhar para “Fina Estampa” e não elogiar o desempenho de Lilia Cabral, Marcelo Serrado, Eva Wilma, Dira Paes, Alexandre Nero, Carolina Dieckmann, José Mayer, Arlete Salles, Thaís de Campos, Shopie Charlotte, Marco Pigosse, Eri Johnson, Júlia Lemmertz, Malvino Salvador, Cris Vianna, Paulo Rocha e tantos outros?  Elogiar, assim como criticar, é uma via de mão-dupla.

“Fina Estampa”, como qualquer folhetim, tem seus altos e baixos. Alguns atores ainda não mostraram a que veio. Caio Castro e Adriana Birolli, pelo peso que carregam na história, são os casos mais visíveis. Em algumas situações nota-se que determinado personagem está sobrando. Talvez pelo excesso de história do núcleo de Pereirão e Cia não poderia se esperar outra coisa. É um desafio e tanto para o autor inserir esses personagens, com pouca função até aqui, na história central, fazendo com que estes tenham importância e não apenas sirvam de escada para outros. O Honório, ou Gigante, como queiram, do Eri Johnson, é um caso específico. O personagem terá novas funções como contador da loja de Griselda. Espera-se que o mesmo se aplique a outros.

“Fina Estampa”, maior audiência da faixa desde “Paraíso Tropical” (2007), com média-parcial de quase 39 pontos na Grande São Paulo, é o típico novelão clássico. Aguinaldo sabe escrever para o grande público, que retribui e aprova o seu trabalho com médias em torno de 40 pontos e picos próximos a 50.

Se Silva não é o autor que a crítica pediu a Deus, paciência. Mas não é justo desestruturar todo um projeto por birrinhas e picuinhas. A boa crítica, hoje bem representada por José Armando Vannucci, é fácil de praticar. Elogia-se e critica-se na mesma intensidade e serenidade, sem perder a compostura e uma linha tênue de raciocínio crítico.

“Fina Estampa” é uma boa pedida, um novelão. Há quem goste (maioria). Há quem não goste (minoria). Algo totalmente democrático. A esses inconformados, não resta muito o que fazer. A novela fica no ar até meados de abril. Até lá, paciência. Fom fom.

11/12/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 0 comentário


Fátima Bernardes e o fim de uma era


Era tarde da noite da última quarta-feira (30) quando a Folha de S. Paulo pegou a todos de surpresa com uma notícia até aqui inacreditável: Fátima Bernardes deixará o "Jornal Nacional".

Muitas versões, várias opiniões e nem de longe a imprensa conseguiu chegar perto do alvo. Fátima não está cansada, muito menos se separando de William Bonner, ela está em busca de concretizar um grande sonho: ter um programa diário.

De supetão, a Globo organizou uma coletiva de imprensa para esta quinta (1º). Anunciou o que os fãs do "casal nacional" jamais esperariam ouvir um dia: Fátima Bernardes deixa o "JN" para se dedicar a projetos solos e será substituída no noticiário por Patrícia Poeta, que, por sua vez, cede a apresentação do "Fantástico" a Renata Ceribelli.

A despedida acontece na segunda (05). Poeta assume em definitivo a bancada na terça (06). É o fim de uma era. A separação do "casal 20" do jornalismo brasileiro. Ela, a ternura em pessoa. Um das poucas profissionais da área que dá a notícia como se estivesse olhando nos nossos olhos, cheia de simpatia. Ele, um gentleman, um galã de gravata com sua voz invejável, o tiozinho do Twitter.

Não está em pauta a competência de Patrícia Poeta, apesar de faltar a ela a doçura que transborda da "musa da Copa de 2002". Está, sim, o vácuo que o "JN" terá daqui pra frente sem a presença de Ótima Bernardes, como diria a turma do "Casseta e Planeta".

Uma profissional que se colocou apenas como mero instrumento da notícia, e não como a notícia, assim como tantos outros adoram fazer. Datas marcantes, acontecimentos importantes, Copas, Olimpíadas, tragédias, lá estava a mãe dos trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz. Tantas histórias. 13 anos de "JN". Quase 3500 "Boa Noite".

Seria triste se esta competente profissional estivesse infeliz ou fazendo algo que não gostasse. Mas não, ela optou por mais esse desafio em sua carreira. Aos 49 anos. São poucos os que podem pedir pra sair do telejornal de maior audiência do país.

Que venha a nova atração da Fátima. Que seja diária ou semanal. Matutina ou vespertina. Estaremos esperando. Até lá, ficaremos na torcida e mandando boas vibrações.

O nosso muito obrigado. E o nosso eterno BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE, Fátima Bernardes.

01/12/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 0 comentário


Eu comeria o Rafinha Bastos. Tô nem aí!


A novela continua - evitei tocar nessa chatice por entender que os críticos de plantão fizeram questão de fiscalizar cada vírgula a mais acrescentada na polêmica envolvendo a piada de Rafinha Bastos. No dia 19 de setembro, em pleno "CQC", o humorista disse que "comeria" a cantora Wanessa (sem Camargo, pessoal) e o bebê que ela espera.

A imprensa, em sua maioria, tenta através da psicologia explicar o que leva um artista a praticar uma "selvageria" dessas. Abusivo. Desrespeitador. Incoerente. Imaturo. Foram várias as definições que encontraram para classificar o humorista.

Antes aclamado, por seu jeitinho rebelde e incorreto, Rafinha ganhou destaque em publicações mundialmente conhecidas, como o The New York Times. Passou de precursor do humor coragem para o Judas da vez. Praticamente uma campanha: "Linchem o Rafinha".

Esse pessoal, hipócrita em sua maioria, que antes aplaudia as piadas do rapaz, agora simplesmente viram as costas. Marco Luque que o diga. Nem Rafinha, do alto de seu sincericídeo, merecia tamanha traição. Vão pular do barco agora? Não, não. Deem as mãos. Afundem juntos.

Wanessa (sem Camargo, pessoal) vai processar o humorista. Ronaldo (aquele que odeia piadas sobre gordos e travestis) e Marcus Buaiz, marido da cantora, bateram o pé e exigiram o afastamento do jornalista do "CQC". A Band, temendo uma debandada em seu departamento comercial deu o braço a torcer. Bobagem. A piada recai apenas sobre a pessoa Rafinha Bastos. Os anunciantes estão é em festa, afinal o programa virou a bola da vez na mídia.

Bastos, sabendo dos percalços que terá pela frente, pediu pra sair. Johnny Saad, dono da Band, e a produtora Cuatro Cabezas, dona do formato do humorístico, defendem a permanência do mesmo. Alguns diretores da emissora relutam em aceitar essa ideia.

Famosos também contribuíram com as críticas. Marcio Garcia, que conseguiu o patrocínio do seu filme através de Buaiz, e Marco Luque, que virou garoto-propaganda da Claro, pelas mãos do mesmo Buaiz, engrossam a lista. Oportunismo pede licença.

Antes que os politicamente corretos de plantão planejem um movimento (ato de censura) para calar este humilde colunista, aviso logo: não achei graça na piada e muito menos concordo com a postura de Rafinha de agredir verbalmente a imprensa. Mas como disse, foi uma P - I - A - D - A. Virem a página queridinhos. Foi sem graça? Foi. Próxima, por favor.

O gênero stand up comedy é famoso por seu humor cara limpa. Sim, fala de tudo e todos. Sem restrições. Nos Estados Unidos, esse modelo é amplamente ovacionado pelas pessoas. Lá, entendem que ali está em jogo uma única coisa: FAZER RIR. Não o fez? Ok, uma nova piada será lançada. Rir quem quer. Consome quem gosta. Ou não?

Se a Band fizer a loucura de dispensar Rafinha Bastos, deve, em respeito aos seus telespectadores, juntar seu discurso de bom samaritano preocupado com a liberdade de expressão e jogar aos porcos. Demagogia tem limites.

Uma piada sem graça não pode absorver o talento de um profissional. Deixem o Rafinha trabalhar. Um pedido de desculpas conserta tudo. Deem essa chance ao moço. E quer saber? Eu comeria o Rafinha Bastos. Tô nem aí!

12/10/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 25 comentários


Emmanuel Kelly encanta o mundo com versão emocionante de "Imagine"


Volta e meia um vídeo bomba na web. Dessa vez não foi diferente. Emmanuel Kelly arrepiou os jurados da versão australiana do programa de talentos "X-Factor". A plateia, comovida com a história do jovem iraquiano de 17 anos, que foi adotado por uma australiana e que não possui parte dos braços e pernas, foi ao delírio.

Emmanuel escolheu o clássico "Imagine", imortalizado na voz inesquecível de John Lennon. O vídeo tem quase 5 milhões de visualizações no You Tube.

Confira:

 

07/10/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 12 comentários


Polêmica declaração de Dani Bolina teve por trás a rainha da maionese


Foto: TV Record / Divulgação

A polêmica entrevista de Dani Bolina ao quadro "Vale Tudo, Só Não Vale Mentir", do "Tudo é Possível" (Record), foi ao ar neste domingo (18). Entre tantas perguntas, uma chamou atenção: Afinal, as panicats fazem ou não programa?

Instada pela jornalista de celebridades Fabíola Reipert, do R7, se as panicats fazem (faziam) ou são (eram) garotas de programa, Bolina se viu obrigada a tocar na ferida. Afinal, saiu da RedeTV pelas portas do fundo, e teve uma meteórica passagem por "A Fazenda". Os R$ 20 mil, prêmio ofertado pelo quadro, seriam bem-vindos.

Ana Hickmann, como qualquer apresentadora, não poderia perder a chance de explorar este assunto. Sem pestanejar, Dani falou em alto e bom som: "Conheço algumas panicats que fazem programa". Pobre Bolina, não entendeu a jogada.

Fabíola, aquela senhora que foi ao "Hoje em Dia" dar com exclusividade a "morte" do repórter Amin Khader, não brinca em serviço. Jogou a isca e a Bolina caiu como um patinho. O engraçado é que a polêmica da entrevista floresceu em seu blog. Esperta a moça.

Agora, Bolina sofre com ameaças de processos de todos os lados e direções. Enquanto isso a Fafá, que adora viajar na maionese, se vangloria pelo objetivo alcançado.

18/09/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 0 comentário


TV faz 61 anos de muitas alegrias


Há exatos 61 anos a TV tinha sua primeira transmissão oficial, às 17h30 do horário de Brasília entrava no ar a primeira emissora de TV tupiniquim e da América do Sul, que, convenhamos, não poderia receber nome mais apropriado, surgia então a TV Tupi, com sede em São Paulo e de propriedade do empresário Assis Chateaubriand.

Uma caixinha de surpresas que veio para revolucionar a pátria mãe, onde sonhos são transcritos em imagens e áudios, desejos são saciados, prazeres são alcançados e momentos de plena felicidade atingem uma sensação inenarrável de orgulho e parceria.

Que data maravilhosa. Esqueçamos o atual momento de improdutividade e hoje, pelo menos, vamos saborear este caixinha de fazer mágicas. Vamos celebrar os 61 anos dessa maravilha chamada televisão.

Quem nunca parou em frente a um aparelho de TV pra ver os destaques do dia no noticiário? Quem nunca torceu pelo amor dos mocinhos e para a vilã quebrar a cara? E os filmes? E os eventos esportivos? E os desenhos que fizeram a infância de milhares de brasileirinhos, hoje chefes de família?

Dos governantes autoritários ao fim da ditadura, da ida do homem à Lua às Copas do Mundo e Olimpíadas, das guerras à igualdade concedida às mulheres, das diretas já às perdas de ídolos na música, no esporte, na sétima arte, na política. Informações, novidades, tristezas, perdas, alegrias, um misto de prazeres que alimenta a TV invade lares de milhões de brasileiros, lares esses que aumentaram com o passar dos anos. Quanta história para se contar.

E as grandes novelas? Quem matou Odete Roitman e Salomão Ayala? Quem nunca recorreu aos milagres de Roque Santeiro? E a excentricidade da Rainha da Sucata? Ou aos mistérios do Pantanal? Do autoritarismo do Barão de Araruna ao Rei do Gado. E as Almas Gêmeas que fizeram emocionar? Dos rits ditados por Dancin Days à moda de Ti Ti Ti. Mulheres de fibra como Isaura, Sinhá Moça, Chiquinha Gonzaga tornaram-se referência. Vilões pérfidos que causaram a fúria de vários telespectadores. Nazarés, Lauras, Leôncios, Floras, Cristinas, Olavos, Bias, ah que saudade. Cenas de comédias impagáveis, bordões, brigas e assassinatos, ingredientes do produto de maior audiência até hoje na TV.

As avós que antes viajavam no mundo da fantasia com Emília e sua turma, hoje reparam em seus netinhos que vibram com as aventuras de Naruto, Ben 10 e Cia. Infâncias bem vividas juntos com personagens que deslumbram, até hoje, o imaginário humano.

Sem falar nos grandes ícones da TV. Chacrinha, Dercy Gonçalves, Ronald Golias, Silvio Santos, Hebe Camargo, Raul Gil, Flávio Cavalcanti, que hoje tem suas histórias tomadas como referência pela atual geração; Fausto, Gugu, Celso, Eliana, Luciano, Angélica, Xuxa, Ana, Ana Maria, Adriane e tantos outros. Sem esquecer dos monstros sagrados da dramaturgia.

Momentos, situações, épocas, novelas, programas, artistas que ficarão armazenados na nossa memória, onde o desejo de voltar no tempo alimenta ainda mais o desejo e prazer de usufruir cada vez mais deste veículo de comunicação. 

Do índio da Tupi, passando pelos festivais de música da Record, pelas novelas da Globo e da Manchete, vibrando com o esporte da Band e os desenhos do SBT até o HD de hoje em dia, a TV é símbolo de irmandade entre quem faz e quem assiste.

Momentos que marcaram fases de nossa vida, que fizeram parte de nossa criação e do nosso dia a dia. Momentos ímpares que serão sempre lembrados com um gostinho de nostalgia e realização por ter vivido uma época de descobertas e conhecimento.

Que tudo que já foi vivido sirva de reflexão para o atual momento que a TV atravessa. As críticas? Elas terão tempo e hora para serem proferidas. Hoje é dia de festejar esta data histórica. Parabéns aos profissionais que fizeram e fazem deste veículo de comunicação este grande sucesso. Afinal, a TV faz 61 anos de muitas alegrias...

18/09/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 26 comentários


Edir Macedo e o "editorial da salvação"


Edir Macedo se diz satisfeito com a administração de Honorilton Gonçalves

Ontem, 11 de setembro, durante o "Domingo Espetacular", Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record, falou sobre as notícias, as quais ele classifica como boatos, envolvendo sua emissora.

Em uma longa reportagem, com cara de "editorial da salvação", a Record fez questão de mostrar pontos estratégicos de sua programação, como as manhãs e os domingos, para enfatizar que cresce desde 2004.

É absolutamente plausível que o canal comemore os bons resultados obtidos nos últimos sete anos, mas não se deve fazer o telespectador de bobo. Quando comparado ao biênio 2008/2009, período de melhor Ibope da rede, a audiência da Record está sim em declínio.

A faixa vespertina que sofre diariamente com o SBT, as novelas que já não atingem o rendimento de três anos atrás, o "Jornal da Record" que volta e meia leva sustos do "SBT Brasil", o péssimo desempenho de "A Fazenda", o "Cidade Alerta" que capenga desde a saída de Datena, entre outras coisas, justificam a diferença irrisória da Record (6,1) para o SBT (5,3) na média 24h de agosto. Foram apenas 8 décimos de vantagem.

Em relação ao falado no vídeo, sobre a perseguição pregada pela imprensa, não é bem assim. Vários veículos noticiaram o caos que atingiu os bastidores desde que os fiscais, com suas pranchetas pra cima e pra baixo, passaram a vistoriar tudo. Até acusação de assédio moral veio à tona.

Assim como não é correto pregar que há um direito de "ir e vir" na dramaturgia. Nos últimos doze meses, cerca de 30 atores voltaram para a Globo. O pouco aproveitamento do casting e as exigências da emissora contribuíram para isso.

Ao alardear que a imprensa persegue sua emissora, Edir Macedo demonstra que não há, no momento, um argumento mais consistente. É incrível como pregam o respeito ao telespectador e ao mesmo tempo o trata como um poodle faminto por carinho.

O momento mais constrangedor é quando Macedo chama Honorilton Gonçalves para ficar ao seu lado, e ratifica sua satisfação com o crescimento do canal e com a boa administração de Gonçalves. É, no mínimo, estranho.

Quando há a necessidade de o dono da Record conceder uma entrevista para avisar que está contente com o desempenho do canal, algo está pegando. Se não estivesse, não se justificaria tanta preocupação, via comunicado, anúncios e entrevistas, para provar que é "intriga de parte da mídia que se firma em boatos".

Com Edir Macedo no "Domingo Espetacular", a Record prova que perdeu o rumo e que vive numa ilusão. Vamos acordar pessoal...

12/09/2011 Escrito por: João Paulo Dell Santo 0 comentário


"Cidade Alerta", uma equipe desorientada e a arte de fazer rir


Reinaldo Gottino

O "Cidade Alerta" encontra-se numa crise sem precedentes. Desde que José Luiz Datena deixou o comando do policialesco e retornou à Band a audiência só fez cair. William Travassos até que tentou dar um jeito na coisa, mas não conseguiu, tanto que foi rifado duas semanas depois.

Eis que então tiveram a brilhante ideia - sem ironia, pessoal - de escalar Reinaldo Gottino, aquele que já serviu de escudo muitas vezes contra a concorrência. Mas desta vez nem Gottino aguentou o tranco. Tanto que a Record passou a foice na duração do programa.

Com Datena, o "Cidade Alerta" chegou a ocupar quase 3h de programação ininterrupta, sim, sem intervalos comerciais mesmo, ficando das 16h50 às 19h40. Hoje, com Gottino, o "Cidade" virou uma mera atração local, exibida entre 19h e 19h45 para a Grande São Paulo.

Como toda estreia da Record, o "Cidade Alerta" retornava do cemitério com promessa de uma megaestrutura. Sim, ficou na promessa. Equipes de outros estados, sempre à disposição da sede paulista, sequer eram chamadas para contribuir com a pauta, claro, salvo algumas exceções. É nítido que o programa foi idealizado para o público paulistano. Tanto é que houve comemorações quando a emissora resolveu liberar as afiliadas para retornarem ao esquema do "Praça Record", das 18h30 às 19h45.

As audiências, publicadas neste espaço diariamente, assim como a de vários programas de outras emissoras, têm causado certa irritação na equipe do programa. Tanto é que resolveram mirar a metralhadora de asneiras na equipe deste modesto site.

Se perguntar não ofende, vamos lá. Será o RD1 o culpado pela pífia audiência do "Cidade Alerta"? Ou a equipe do programa que vem mostrando-se ineficiente?

O "Cidade Alerta" foi, desde o seu início, mal projetado. Podem colocar qualquer apresentador à frente da atração que de nada adiantará. O resultado continuará pífio e vergonhoso. Não se muda apenas a embalagem de um produto mantendo seu conteúdo de gosto duvidoso. Afinal, continuará a mesma coisinha intragável.

Vamos tomar como base a audiência das últimas duas edições. Na quinta (25), o "Cidade Alerta" registrou 6 pontinhos, ante 9 do SBT, que exibia o seriado "Chaves". Na sexta (26), o resultado foi ainda mais humilhante: 9 X 5 para o canal de Silvio Santos. Não importa se pegaram a faixa com 3 pontos da atração anterior e entregaram para a seguinte com 10 pontos, importa que no final perderam para o "menino do barril". Isso, na verdade, é discurso de perdedor.

Com uma proposta de "primeira", a Record erra ao fazer de sua grade um amontoado de telejornais. Tudo demais é excesso. Atualmente são, pasmem, 7h30 de jornalismo. Isso sem contar o "Hoje em Dia" e o "Tudo a Ver" que entraram de cabeça nessa vibe. Levado à ponta do lápis, o número pode se aproximar de 10 horas. Levando-se em conta a Globo, líder de audiência no país, a diferença é assustadora. A emissora carioca reserva apenas 5h aos noticiários diários.

O excesso deveria ser cometido na Record News, canal de notícias do grupo, que ocupa pedaços de sua grade com produções independentes e locações. Mas isso é assunto para outra ocasião.

Hoje, espremido em 45 minutos de duração, quase sempre sem intervalos comerciais, o "Cidade Alerta" tem prazo de validade. Enquanto isso, a equipe do programa, aquela que não consegue ganhar de um seriado gravado na década de 70, ataca a imprensa, como se esta fosse a culpada pela sua improdutividade. É, no mínimo, engraçado.

29/08/2011 Escrito por: João Paulo DellSanto 15 comentários


R7 deixa subentendido que "Fina Estampa" se "inspirou" em "Vidas em Jogo"


Novelas Fina e VidasMarisete (Betty Lago) e Grilselda (Lilia Cabral)

O R7, portal de notícias e entretenimento da Record, resolveu levar às suas páginas uma comparação no mínimo inusitada. O portal fez uma comparação entre as novelas "Vidas em Jogo", de Cristianne Fridman, e "Fina Estampa", de Aguinaldo Silva.

Logo no título, enfatiza: "Novelas gêmeas - Fina Estampa tem muitas semelhanças com Vidas em Jogo". E continua: "Novela da Globo que estreou nesta segunda (22) é parecida com novela da Record".

No texto, novamente, o R7 torna clara sua intenção em associar a nova novela das nove da Globo numa "inspiração" a atual trama das dez da Record: "Fina Estampa, que estreou nesta segunda (22) no horário das 21h, traz muitas semelhanças com a novela Vidas em Jogo, que está no ar desde o mês de maio", diz um trecho. 

E numa parte mais incisiva, alerta: "Há muitos aspectos parecidos entre as duas, que deixam uma dúvida no ar: será que a semelhança é mesmo mera coincidência?"

Alguns pontos em comum foram destacados pela equipe do portal:

- Ambas as histórias se passam na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

- Griselda ganhará na loteria e ficará milionária, assim como Marisete.

- Nas duas novelas, Um galã tem vergonha da mãe e de sua origem humilde. É o caso de José Antenor (Caio Castro), de Fina, e Raimundo (Rômulo Arantes Neto), de Vidas. Ambos enganam uma moça rica para conquistá-la. No caso, Patrícia (Adriana Birolli) da Globo, e Juliana (Letícia Colin), da novela da Record.

- Vilma (Arlete Salles) é taxista na novela global. Andréa (Simone Spoladore) tem a mesma profissão na novela da Record.

- Nas duas novelas há um cachorro.

- Em Vidas em Jogo, Adalberto (Luiz Guilherme) já agrediu a esposa, Zizi (Lucinha Lins), e a filha, Rita (Julianne Trevisol). Em Fina Estampa, Baltazar (Alexandre Nero) é o carrasco da mulher Celeste (Dira Paes) e de Solange (Carol Macedo), sua filha. 

- No mesmo núcleo, a mãe cujo filho tem vergonha de sua origem é melhor amiga da personagem agredida pelo marido. Em Fina, Griselda ajuda Celeste; em Vidas, Augusta socorre Zizi.

- Nas duas novelas, uma riquinha chamada Patrícia desperta a atenção de um pobre. Em Vidas, ocorreu isso com Thaís Fersoza. Em Fina, ocorrerá com Adriana Birolli.

- Severino (Paulo César Grande) é o proprietário de um restaurante especializado em comida nordestina na novela da Record. Na trama da Globo, o gourmet é Renê (Dalton Vigh).

- As duas novelas apresentam personagens com o nome Severino. Ambos trabalham em um restaurante. Como dito acima, o da Record é dono do restaurante. O Severino da Globo é Ricardo Blat, um simples funcionário.

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As más línguas de plantão dizem que é dor de cotovelo da Record, pois "Vidas em Jogo" ainda não emplacou após tanto tempo no ar. Com médias entre 10 e 12 pontos na Grande São Paulo, a trama de Fridman caminha para fechar com a menor audiência da faixa dos últimos anos.

Já "Fina Estampa" registrou em seus primeiros cinco capítulos 39 pontos de média. O resultado é o melhor desde 2007.

O que vocês acham? Estaria a Record morrendo de inveja (novidade) da Globo porque a trama de Aguinaldo Silva faz sucesso em apenas 5 dias, e a sua, quase quatro meses depois, ainda não engrenou? Perguntar não ofende...

Ah, só uma última coisa. A sinopse de "Fina Estampa" foi entregue à Globo em meados de 2009. Só que com o título de "Marido de Aluguel", que por sinal foi registrado pela Record para um quadro de "O Melhor do Brasil". Dizem que foi de pirraça...

27/08/2011 Escrito por: João Paulo DellSanto 13 comentários


SBT faz 30 anos com corpinho de 20


O Sistema Brasileiro de Televisão, fundado em 1981 com alcunha de TV Studios (TVS), é a terceira maior rede brasileira em termos de audiência e a segunda em cobertura nacional. Cobre 96% do país e detém 107 emissoras.

De propriedade do apresentador e empresário Silvio Santos, o SBT completa nesta sexta (19) 30 anos de existência. Abaixo, um pouco da história do canal:

O início, o CDT da Anhanguera e o recorde de audiência

Em 1981, foi concedida a Silvio Santos a concessão para formar a sua rede de televisão. O empresário e apresentador de TV já possuía um canal no Rio de Janeiro desde 1976, a TV Studios, ou simplesmente (TVS). A primeira transmissão da emissora foi no dia 19 de agosto, exibindo ao vivo a cerimônia de assinatura do contrato de concessão direto de Brasília.

Em 1994 deu início a construção do CDT da Anhanguera, o mais arrojado empreendimento realizado pelo Grupo Silvio Santos, um investimento na ordem de US$ 120 milhões. As instalações da emissora eram espalhadas por São Paulo, o que dificultava muito as operações da emissora e um local que pudesse centralizar, facilitaria para os funcionários e para administração da rede. Em 1996, o CDT da Anhanguera foi inaugurado no dia do aniversário dos 15 anos do SBT.

Em 2001 alcançou o maior índice de audiência de sua história, foram quase 47 pontos de média e picos de 55 na final do reality show Casa dos Artistas. Este programa teve outras três edições, duas em 2002 e uma em 2004. A partir desse ano, o SBT desistiu de produzir o programa devido a vários processos judiciais movidos por acusação de plágio.

Programas com a carinha do telespectador

O SBT, logo de início, aproveitou vários programas da extinta Rede Tupi. Silvio Santos, sempre se dedicou aos programas de auditório e por isso, criou-se uma tradição desse formato na emissora. O Programa Silvio Santos é a atração mais duradoura do SBT e já era consagrada no Brasil desde 1962, ano que o Silvio iniciou sua carreira na TV.

As atrações constituem-se de programas de auditório, realities, games, telejornais, programas jornalísticos, programas infantis, séries, desenhos animados, filmes, talk show e novelas.

Alguns grandes nomes da comunicação como Flavio Cavalcanti, Gugu Liberato, Hebe Camargo, Jacinto Figueira Júnior, Sérgio Chapelin, Jô Soares, Serginho Groisman, Adriane Galisteu, entre outros, já passaram pelo canal.

Programas em tons populares são marcas da emissora: “Programa Flávio Cavalcanti”, “Viva a Noite”, “Hebe”, “Aqui Agora”, “O Povo na TV”, “Domingo Legal”, “Programa Livre”, “Fantasia”, “Programa do Ratinho”, “Topa Tudo por Dinheiro”, “Show de Calouros”, “Programa Raul Gil”, “Programa Silvio Santos”.

Os infantis

‎O SBT herdou um grande acervo de desenhos animados da TVS, mas só se tornou referência com esse formato de programa de televisão voltado às crianças com estreia do Bozo, atingindo, por quase 10 anos, um grande sucesso. Vovó Mafalda, um personagem do programa Bozo e que fez muito sucesso entre o público infantil, e Sérgio Mallandro com o “Oradukapeta” também se destacaram.

A partir do final da década de 80 o SBT passou a lançar programas apresentados por mulheres, como: Simony, Mara Maravilha, Mariane, Angélica, Eliana e Jackeline Petkovic.

De 2003 pra cá as crianças tomaram conta da telinha fazendo a festa dos pequeninos telespectadores. Hoje o núcleo infantil é comando por Priscila Alcântara, Yudi Tamashiro, Maísa Silva e os palhaços Patati e Patatá.

O SBT fez parte da infância de muitos. Entre as históricas atrações infantis que ganharam espaço cativo na grade do canal estão “Bozo” (1981-1991), “Sessão Desenho” (1981-2007), “Oradukapeta” (1987-1990), “Show Maravilha” (1987-1994), “Do Ré Mi Fá Sol Lá Simony” (1988-1989), “Do Ré Mi Fá Sol Lá Si com Mariane” (1989-1991) “Festolândia” (1991- 1993), “Casa da Angélica” (1993-1996), “Bom Dia & Cia” (no ar desde 1993), “Sábado Animado” (no ar desde 1995), “Eliana & Cia” (1996-1998), “A Hora Warner” (2001-2007) “Domingo Animado” (2007-2010) e “Carrossel Animado” (no ar desde 2007).

No canal 4 de São Paulo humor sempre teve espaço

Os primeiros programas humorísticos do SBT foram produzidos para aproveitar o elenco da Rede Tupi. A principal atração do gênero no início do SBT era o “Reapertura”, um remontagem do “Apertura”, com elenco encabeçado por Geraldo Alves, Tutuca e Maria Teresa Fróes.

Duas das maiores referências do canal são os históricos “Chaves” e “Chapolin”, criações de Roberto Gomes Bolanõs, ou simplesmente Chespirito, como é conhecido no México. Atualmente apenas “A Praça é Nossa” representa o gênero, mas o humor sempre teve espaço na emissora.

Quem não se lembra do “Veja o Gordo” com Jô Soares à frente? Ou “Meu Cunhado” e “Escolinha do Golias” com o saudoso Ronald Golias? Ou quem sabe não se recorda da empregada atrapalhada Filomena, papel de Gorete Milagres em “Ô… Coitado!”? Bons tempos de muitas risadas.

Novelas? Sim, as brasileiras, mas as mexicanas também

Na década de 90, o setor ganhar força com o lançamento de “Brasileiras e Brasileiros” com enfoque na vida social dos pobres. Em 1994 o diretor Nilton Travesso entra para a emissora e emplaca sucessos como “As Pupilas do Senhor Reitor”, “Sangue do Meu Sangue”, “Os Ossos do Barão” e “Razão de Viver”. Sem esquecer as sensacionais "Éramos Seis" e "Fascinação" e a histórica “Chiquititas Brasil”.

Tramas mexicanas sempre tiveram destaque: “A Usurpadora”, a trilogia das Marias (Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro), “Carrossel”, “Esmeralda”, “Rubi”, “Café com Aroma de Mulher”, “Carinha de Anjo”, “O Diário de Daniela”, entre tantas outras prenderam a atenção do público.

O sucesso das mexicanas foi tão forte que remakes foram feitos. “Pérola Negra”, “Pícara Sonhadora”, “Pequena Travessa”, “Marisol”, “Amigas & Rivais”, “Amor e Ódio”, “Canavial de Paixões”, “Esmeralda”, entre outras, ganharam uma releitura tupiniquim.

Em 2008 o SBT reativou a produção de obras nacionais. “Revelação”, “Vende-se um Véu de Noiva”, “Uma Rosa com Amor” e “Amor e Revolução”. Nos próximos meses ganham espaço na emissora “Corações Feridos” e o remake de “Carrossel”.

Tramas da extinta TV Manchete também tiveram espaço no canal. “Xica da Silva”, “Pantanal”, “Dona Beija” e “Ana Raio e Zé Trovão” trouxeram pra frente da TV os saudosistas de plantão.

Olho na tela e é goooool. O esporte também teve espaço

A emissora chegou a transmitir na década de 1990 a Copa do Brasil, Torneio Rio-São Paulo, a Recopa Sul-Americana, a Copa Conmebol, a Copa Ouro, Copa Master da Conmebol, Copa Centenário de Belo Horizonte, Copa Master da Supercopa, Taça Maria Quitéria, Copa dos Campeões Mundiais, Campeonato Carioca, Eliminatórias da Copa, Copa Interamericana e a Copa Mercosul, de 1998.

O SBT ainda realizou um campeonato nacional à parte, que contou com a particiação de grandes clubes brasileiros, o campeonato foi chamado de Festival Brasileiro de Futebol, mas o campeonato só contou com uma edição.

O SBT ainda transmitiu as Copas do Mundo de 1986, 1990, 1994 e 1998. Nesse mesmo ano, interrompeu suas transmissões esportivas e retornou em 2003 com o Campeonato Paulista; Campeonato Sulamericano Sub-20 e o Torneio Internacional do Qatar. A emissora também transmitiu as Olimpíadas de 1988, 1992 e 1996; a Fórmula Indy, de 1994 a 1996; a Fórmula Mundial, de 1997 a 2000 e o GP Masters, de 2006. Transmitiu também, dentro do Siga Bem Caminhoneiro, os compactos da Fórmula Truck.

Os apresentadores mais felizes do Brasil

Hoje o casting do SBT é composto por Alana Rodrigues, Analice Nicolau, Arlindo Grund, Beto Marden, Carlos Alberto de Nóbrega, Carlos Nascimento, Celso Portiolli, César Filho, Cris Poli, Cynthia Benini, Eliana, Helen Ganzarolli, Hermano Henning, Isabella Fiorentino, Joseval Peixoto, Joyce Ribeiro, Karyn Bravo, Lígia Mendes, Luís Ricardo, Maísa Silva, Marília Gabriela, Moacyr Franco, Patati e Patatá, Patrícia Abravanel, Patrícia Salvador, Priscila Alcântara, Rachel Sheherazade, Ratinho, Raul Gil, Richard Rasmussen, Roberto Cabrini, Rodolpho Gamberini, Silvio Santos, Suzy Camacho, Yudi Tamashiro, Arnaldo Saccomani, Carlos Eduardo Miranda, Cynthia Zamorano, Jarbas Homem de Melo, João Wlamir, Lola Melnick, Thomas Roth, Tiago Santiago e Íris Abravanel.

19/08/2011 Escrito por: João Paulo DellSanto 26 comentários


"Dança bobinho, dança!"


Rodrigo Faro dança Michael Jackson

Desde que passou a substituir Márcio Garcia no comando de “O Melhor do Brasil” Rodrigo Faro virou a sensação dos sábados da Record. Com uma informalidade, malícia e desenvoltura que faltavam ao antecessor, Faro roubou a cena.

No começo, por ser uma novidade, o “Dança Gatinho” foi muito bem elogiado e aceito. Esperar a famosa performance do apresentador virou questão de obrigação para quem acompanha a atração. Mas tudo demais é excesso. A Record, mais uma vez, peca ao extrair até as últimas consequências as possibilidades de um produto.

O quadro tinha tudo pra ser o destaque do programa, mas acabou virando algo nitidamente enfadonho e repetitivo. A espontaneidade perdeu espaço para a falta de criatividade.

Investir em quadros e externas é um caminho, visto que capacidade é o que não falta ao apresentador. Apoiar-se nas danças que já não chamam tanta atenção como antes é um erro que pode custar muito caro daqui pra frente.

Os números falam por si só. Os altos picos de 18 pontos deixaram de existir, hoje se dão por satisfeitos quando alcançam 14 ou 15. A média está estagnada na casa dos 11 pontos há um bom tempo.

O que fazer? Reciclagem é a palavra do momento. Com tantos bons profissionais, não é possível que a emissora não tenha condições de projetar novos formatos para serem inseridos no semanal. Ninguém está falando pra acabar com o atual formato e inventar outro. O negócio é saber dosar o que ainda funciona com algo novo. O programa tem quase cinco horas de duração, se nenhuma novidade for apresentada ao freguês, ele acabará perdendo o gosto pelo produto.

Hoje, o "Dança Gatinho" é tão chato quanto essas bandas de pseudo-cantores coloridos que vieram pra acrescentar o inútil ao desagradável.

 

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PS: O título "Dança bobinho, dança!" foi usado em 29 de agosto de 2010. Quase um ano depois, com uma análise totalmente nova, percebemos que nada mudou. É, fazer o quê? Assim caminha a humanidade...

Fale comigo: jpdellsanto@rd1audiencia.com ou twitter.com/jpdellsanto

18/08/2011 Escrito por: João Paulo DellSanto 0 comentário


Travassinhos perde para o "Chaves"


Após os nomes de Marcelo Rezende, Reinaldo Gottino, Luiz Bacci, Roberto Cabrini e Rogério Forcolen serem especulados pela mídia, a Record surpreendeu e escalou William Travassos para substituir José Luiz Datena no "Cidade Alerta".

Travassos, que já comanda o "SP no Ar" nas manhãs da emissora, iniciou o programa desta segunda (1º) com os dizeres: "Muito boa tarde minha querida família Record. Diante da ausência do apresentador José Luiz Datena, excepcionalmente, nesta segunda-feira, o "Cidade Alerta" será apresentado por mim, William Travassos". Interessante, visto que Datena não encontra-se de férias tampouco doente.

A Record, apesar de negar, está testando o jornalista. Se a audiência corresponder, William será mantido à frente do policialesco, caso contrário será substituído por outro profissional.

Se o futuro do moço depender da audiência de estreia, é melhor arrumar as malas e voltar para as manhãs. Nesta segunda (1º), o seriado "Chaves", exibido entre 18h e 19h30, bateu Travassinhos no Ibope por 9 a 7. No momento do pico, o SBT beliscava 12 pontos contra 6 do concorrente. No mesmo horário a Globo liderou com 28 pontos.

A Record adora viver perigosamente, tendo Gottino à disposição, que inspira simpatia, preferiu recorrer ao duvidoso, podendo optar pelo certo. É difícil entender algumas escolhas dos executivos da Barra Funda. Nem Freud explica.

A pergunta, agora, não é quanto de audiência dará William Travassos, mas, sim, até quando o "Cidade Alerta" continuará no ar. Façam suas apostas.

02/08/2011 Escrito por: João Paulo DellSanto 0 comentário


Tiago Santiago e sua dramaturgia de botequim


Quase três meses após sua badalada estreia, "Amor e Revolução" ainda não disse a que veio. A trama que prometia revolucionar o gênero perdeu-se completamente já na primeira semana de exibição. O folhetim, tido com inovador, tornou-se com o passar dos capítulos uma piada de mau gosto de seu autor, Tiago Santiago.

Muito antes de estrear, a novela já chamava a atenção pela ousadia ao adotar como tema um assunto até hoje evitado por alguns setores da mídia. A promessa era grande, a vontade de mostrar serviço também, mas com o tempo toda a expectativa em torno da obra foi dissolvendo-se capítulo após capítulo.

"Amor e Revolução" nada mais é que um amontoado de diálogos extremamente clichês e superficiais. O grande chamariz da obra, a ditadura, é tratado de forma errônea e irregular. Confusões históricas marcaram os últimos capítulos. Como por exemplo, associar alguns personagens, com nítida inspiração em casos reais, apesar de o autor negar, às repartições que sequer existiam em pleno ano do golpe (1964). Há também uma discrepância em relação a fatos e datas de épocas diferentes que acabam se encontrando.

Fatos que antecederam o golpe e contribuiram para ele, como o aumento do desemprego, inflação, crise institucional permanente, após a renúncia do presidente Jânio Quadros, foram simplesmente ignorados e deram espaço a explosões, tiroteios e sangue jorrando, marca presente nos últimos trabalhos do autor.

Mas se você, sábio telespectador, ainda espera algo diferente, esqueça. Troque de canal, querido. O enredo da ditadura será deixado de lado e a partir dos próximos capítulos a narrativa será focada em humor e romance. Isso mesmo, quase um "Zorra Total". O motivo? O Santiago fez uma pesquisa e descobriu que o povo não quer violência neste horário, e sim rir. Que legal ein? Pena que a tal pesquisa só saiu agora, né?

Ah, outra coisa, a desfaçatez do autor em usar um assunto sério como é a relação homoafetiva, com beijo e tudo, nada mais é bobinhos que uma forma descarada de se buscar audiência de forma fácil. Tudo na base da apelação. Não houve e nem haverá, neste caso, boas intenções ao tratar do assunto. Tentaram tirar proveito do momento.

Com meta de dois dígitos (10 pontos), "Amor e Revolução" começou cambaleando na casa dos 6 pontos. Hoje, dar-se por satisfeita quando atinge 4.

Silvio Santos simplesmente levou gato por lebre. Enganaram o tiozinho, gente. Tiago Santiago está longe de ser um bom autor. Vide seu currículo, obras repletas de mortes, tiroteios, didatismo, e claro, muita imaginação. Afinal de onde acham que saiu aquela coisinha de nome “Os Mutantes”?

Esse estilo seria ideal para enredos de pornochanchadas, panfletos de motel ou quem sabe literatura infanto-juvenil, mas para um trama das 22h é um pouco demais, não desce, nem com um efervescente.

“Amor e Revolução” atenta contra o bom senso e seu autor vive de fazer dramaturgia de botequim. A ordem a partir de agora não é fazer rir? Então, queridos, estão conseguindo. Tem piada melhor do que essa?

 

Boca no Trombone:

Moçada, interaja com o blog, enviem suas críticas, dúvidas ou sugestões para o email: jpdellsanto@rd1audiencia.com ou via twitter @jpdellsanto.

02/07/2011 Escrito por: João Paulo Dell'Santo 15 comentários


"A Fazenda 4" estreia dia 19 de julho


A Record confirmou a estreia de "A Fazenda 4" para o próximo dia 19. A data vinha sendo tratada com sigilo, mas acabou sendo informada em chamadas pela própria emissora. A apresentação é de Britto Jr e a direção de Rodrigo Carelli.

No elenco: João Kléber, Rachel Pacheco, Valesca Popozuda, Joana Machado, Cumprade Washington, Dinei, Ana Markun, Thiago Gagliasso, Marlon, Duda Yankovich, Gui Pádua, Renata Banhara, Taciane Ribeiro, François Teles e Heloísa Faissol.

01/07/2011 Escrito por: João Paulo Dell'Santo 3 comentários


Com Datena, Record cresce e Band cai


Desde que José Luiz Datena estreou no comando do "Cidade Alerta", a Record viu sua audiência crescer 41% na faixa entre 17h e 19h30. Em contrapartida, a Band perdeu 53% de público desde que o ex-pupilo a abandonou. No mesmo intervalo, Globo perdeu 2%, SBT cresceu 13% e RedeTV manteve-se.

De acordo com o jornalista Ricardo Feltrin, da Folha, entre os dias 20 e 24 de junho, período da primeira semana do jornalista na nova casa, a Record saltou de 6,6 pontos para 9,3. Na mesma faixa, a Globo caiu de 21,2 para 20,8 e a Band, a mais atingida, perdeu mais da metade de seu Ibope, passando de 6,2 para 2,9 com Luciano Faccioli no comando do "Brasil Urgente".

O SBT, grande beneficiado com a ida de Datena para a Barra Funda, foi de 5,4 pontos para 6,1. A RedeTV manteve 1,3 nas duas semanas.

27/06/2011 Escrito por: João Paulo Dell'Santo 1 comentário
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