Record entra em coma, Globo acende a vela e SBT faz a festa
Vamos cantar pra subir, bebê?

Pela enésima vez no ano a Record altera sua grade de programação na próxima segunda (19). A minissérie “A História de Ester”, que estreou na última quarta (14), chega ao fim hoje (16). Parece piada, mas não é. Nem o SBT do alto de sua irresponsabilidade chegou a tanto.
As mudanças têm como objetivo encontrar a melhor opção para a programação vespertina. Até aqui, o objetivo não foi alcançado. Além de sofrer intermináveis derrotas para as novelas do SBT, a Band, com alguns desenhos, passou a incomodar. A situação está crítica. Como nunca antes se viu.
“Programa da Tarde”, “O Preço Certo”, “Geraldo Brasil”, “E aí, Doutor?”, “Cidade Alerta”, “Marcas da Vida”, “Pica-Pau”, “Todo Mundo Odeia o Chris”, desenhos, filmes, novelas, de tudo foi testado, mas nada teve consistência suficiente para um planejamento a longo prazo.
A Record, definitivamente, vive o seu pior momento desde o lançamento do projeto “A Caminho da Liderança”, até aqui não finalizado e motivo de inúmeras piadas na imprensa e entre as concorrentes. Além da visível falta de identidade, ora quer ser a Globo, ora quer ser o SBT, o “canal 7 de São Paulo” atravessa a sua mais nociva crise administrativa. A alta cúpula da IURD, que prova a cada dia não ter conhecimento de causa para comandar uma emissora de TV, mete os pés pelas mãos de forma vexatória. Os erros são de chulos a inacreditáveis.
Até o mais leigo dos estudantes de Rádio e TV sabe de uma regrinha básica: TV é hábito. Esse ensinamento, hoje estereotipado na cabeça da direção do SBT, parece não ter significado para a turma da Barra Funda. A história se repete. A Record comete as mesmas besteiras que derrubaram o SBT da vice-liderança. Porque justiça seja feita, não foram apenas os macroinvestimentos feitos pela direção do canal de Edir Macedo que levaram a emissora ao segundo lugar. O SBT colaborou bastante.
Os slogans “A Caminho da Liderança”, “Uma TV de Primeira” ou “Agora é a Vez da Record” para nada servem a não ser manter em funcionamento a cabecinha oca de alguns executivos. Enquanto perdem precioso tempo alfinetando as rivais, em especial Globo, seja na imprensa ou por meio dos famosos gráficos, o controle remoto entra em cena mais uma vez. O telespectador odeia ser feito de otário.
Como numa potente máquina, uma engrenagem, por menor que seja, ao dar defeito, afeta todo o funcionamento do motor. Observem: manhãs – tardes – noites – sábados. Em um efeito dominó devastador. Restam apenas os domingos, que ainda proporcionam, mesmo com o SBT no retrovisor, um suspiro mais demorado. Hoje a dramaturgia da Record está completamente perdida. Erraram ao abandonar o projeto inicial para apostar em remakes mexicanos. O jornalismo entrou numa “guerra santa”. Evangélicos e católicos foram tirados do sério. O entretenimento, em si, nunca esteve tão falho.
A Record de hoje, como citado, lembra o SBT de 2007, que com tamanho incompetência perdeu sua festejada vice-liderança. Os papéis se invertem. O SBT voltou a fechar em segundo lugar. Nesta semana, em dois dias, quarta (14) e quinta (15). A emissora de Silvio Santos também tomou a vice no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília na média mensal de novembro. Belo Horizonte e São Paulo caminham para o mesmo resultado.
Com o andar da carruagem, tendo a irrisória diferença de 4 décimos na média 24h de São Paulo em novembro, janeiro caminha para ser o mês do embate. Data que o SBT rifa “Amor e Revolução” de sua grade, estreia uma nova linha de shows, investe no Ratinho e põe no ar a tão falada “Corações Feridos”. Enquanto isso, a Record não sabe o que exibir no lugar de “A História de Ester” na próxima segunda (19).
Estará o SBT próximo de retornar ao posto de segundo colocado? Até quando a Record suportará essa estadia na UTI? Há chances de recuperação? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. As respostas estão próximas.








