23/09/2011 às 16:25 - Da Redação

E lá se vai Cordel Encantado!

O último capítulo de uma das melhores novelas já produzidas pela Globo.

É muito difícil escrever uma crítica quando o objeto a ser criticado é algo que você gosta muito. Críticos de televisão precisam ser o mais imparciais possíveis, ainda mais hoje onde estamos sempre sendo vigiados por talifãs (expressão muito usada pelo jornalista Maurício Stycer do UOL). Escrever uma crítica de qualquer novela é um momento temeroso pra quem é fã do gênero. Todo mundo considerado “noveleiro” não importa a emissora, a autoria, a direção ou elenco, sempre quer, no fundo, que aquela novela dê certo, que seja um sucesso. Porque este é o movimento mais bonito. É tão prazeroso você gostar de ver uma novela, e todo mundo comentar, gostar e correr pra não perder nenhum capítulo. É o movimento de inserção, você se sente absurdamente dentro da Matrix. O chato é acordar e ver um monte de gente criticando aquilo que você gosta muito.

Quem me acompanha no Twitter sabe o tamanho da minha paixão por “Cordel Encantado”, que termina logo mais. Eu acho realmente uma das melhores novelas já feitas até hoje. Sou apaixonado pelo texto quase poético da Duca Rachid e da Thelma Guedes. Sou encantado com a direção inteligente da Amora Mautner, mais um verdadeiro show do núcleo do Ricardo Waddington. Tudo na novela é um grande acerto, a fotografia, o figurino, a maquiagem, a iluminação, o som. A edição nos primeiros capítulos (que tiveram mais tempo para serem cuidados) era espetacular. Isso sem falar na abertura, a mais criativa e com a melhor música, acredito eu, desde “A Favorita”.

O elenco? Se você me disser uma pessoa que foi mal, lógico eu vou respeitar sua opinião, mas no fundo vou achar que é má vontade. Até a dicção estranha de Cauã Reymond não comprometeu. Não dá pra citar todos que foram bem, porque o texto vai ficar enorme. Se você viu, digamos uns 70% da novela, como eu vi, e realmente não gostou de alguma atuação, deixa um comentário e a gente vai debatendo.

Cordel teve ontem, um penúltimo capítulo todinho com fechamentos de último capítulo, os vilões morreram (nunca se sabe) e Jesuíno foi coroado rei. O que vai acontecer hoje ninguém consegue prever. Por isso mesmo resolvi postar este texto algumas horas antes. Para que fique claro que se for um último capítulo genial ou se for um fiasco, a novela, na opinião deste colunista, foi uma obra-prima. E a nós resta a saudade de Seráfia, Brogodó, Santa Eudóxia, Ternurinha, Timótinho e Açucena.