16/12/2011 às 10:02 - Da Redação

Esperto é o Sílvio Santos!

Sucesso de reprises como “Marimar” é um alerta para um futuro preocupante!

Somos uma nação de saudosistas! Principalmente quando o assunto é televisão. A prova esta aí, todas as tardes na Globo, no SBT, no Viva e até na Record que pra não ficar atrás, já entrou na dança também. Estou falando de reprises. As infindáveis reprises. Quando o assunto é este, o SBT sai na frente de qualquer outra emissora, em TV aberta pelo menos. Não importa se você tem 35, 25 ou 15 anos, todas gerações já passaram pela repetição em massa de “Chaves”, “Chapolin”, e novelas mexicanas. A bola da vez é “Marimar”, da época de ouro das novelas mexicanas com a cinturinha de Thalía.

Reprises são boas, não é a toa que o Viva, nos canais fechados, faz o maior sucesso. É até saudável ter uma opção na TV paga que só passa reprises. O problema é quando isso vira norte, rumo na TV aberta, que luta por uma sobrevivência todos os dias nesse novo mundo de plataformas diferentes. O que eu to querendo dizer é que é ótimo ver uma novela boa no “Vale a pena ver de novo”, ou um episódio engraçado do “Chaves”, ou qualquer outra coisa do gênero. O que não pode acontecer é isso virar regra. E mais, virar regra de sucesso. Sim, porque “Marimar” anda deixando o SBT na liderança muitas vezes, e quando não, já cumpre o objetivo de fazer a emissora roubar o 2º lugar da Record.

Se você chegasse para alguém que não conhece os telespectadores brasileiros, que não acompanha os brasileiros nas redes sociais, e dissesse: em um mesmo horário temos três tipos de programas, um programa lançado recentemente, que conta histórias de vida das pessoas, uma sessão de filmes antigos, e uma reprise de novela mexicana, qual você acha que faz mais sucesso? Não vamos discutir aqui o mérito de qualidade de “Marcas da Vida” da Record, que era péssimo, mas que querendo ou não, era conteúdo novo, produzido atualmente, era dinheiro investido em roteiristas, diretores, câmeras, atores, etc… Silvio Santos já pagou “Marimar”, e de lá pra cá só vem lucrando. Não cria, não produz, não inventa.

Esperto é o patrão com certeza, que mesmo já tendo feito muita coisa pela televisão brasileira, nos seus derradeiros anos ainda manda o recado com o sucesso destas reprises. O Brasil se preocupou em fazer uma televisão de grandes proporções, mas esqueceu de formar telespectadores melhores. O saudosismo é saudável, mas a insensatez de barrar tudo que é novo, é preocupante. Se eu e você não mudarmos alguma coisa nisso tudo, em 2020 ainda seremos um país que faz biquinho para qualquer atração fora do eixo, e prefere rir da pedra de isopor do Chapolin Colorado.