Foi pra isso que a Globo pegou o UFC?
Promessas de maior visibilidade, destaque merecido e reality show estão sujeitas ao metrô do “Zorra Total” e a “vida inteligente” no “Altas Horas”.

Para manter seu status de “toda-poderosa” na TV nacional e mundial (isso na cabeça dela), a Globo resolveu tirar o UFC da RedeTV! após o sucesso do UFC Rio. Até aí tudo bem: não é crime ou absurdo nenhum você querer o melhor pra você.

O problema é que todo mundo conhece o jeito da Globo de “torcer para o Brasil”…
Uma luta de dois americanos completamente desconhecidos da maioria de seu público não traria audiência ou o retorno esperado… O esporte da Globo é torcer pelo Brasil quando convém a ela.
Exceto o futebol (e até nele mesmo algumas vezes), a Globo só transmite o melhor, o “filé-mignon”. Até aí nenhum outro crime ou absurdo: ninguém vai investir milhões pra levar prejuízo no final.
Qualidade gráfica. A gente não vê no plim-plim…
Com promessas de reality show inédito no Brasil, maior visibilidade (mais uma vez se achando a dona do mundo) e destaque -mais que merecido- a Globo anuncia sua primeira transmissão: 13 de novembro, 00h20.
A primeira e única luta da noite traria a luta entre o brasileiro Junior Cigano dos Santos e o norte-americano Cain Velasquez. E a narração seria dele… o mito, o único e o chato: Galvão Bueno.
Tudo anunciado e tudo pronto (haja coração pra aguentar o Galvão…), chega o dia e a hora do combate.

Eis que após os sinos da meia-noite entra o Galvão e toda sua emoção para narrar a batalha entre os “gladiadores do terceiro milênio”…
Melhor parar por aqui nas pérolas do Galvão senão vai demorar muito e desviar do assunto.
Quem assiste o UFC sabe que o tempo das lutas é imprevisível e que entre dois lutadores bons, de qualidade, costuma durar minutos. Tanto que uma transmissão completa, como vista outrora na RedeTV!, é composta de várias lutas, mas…
Você acha que a Globo iria abrir mão de nos “brindar” com Serginho Groismann e seus convidados agitando no “Altas Horas” para trazer algo diferente? Mas é claro que não.
Dito e feito: a luta em si durou menos de 5 minutos e os outros 20 minutos da transmissão da platinada foram de flashes repetidos incessantemente da curta luta onde o grito de “esquerda esquerda direita” de Galvão Bueno ecoava deixando o trauma daquela transmissão…

Sábado seguinte. Enquanto os brasileiros Maurício Shogun e Wanderlei Silva estavam no octógono, a Globo nos brindava com suas pérolas televisivas que provam surpreender cada vez mais…

Nada mais normal que você esperar o metrô do “Zorra Total” e o Neymar “cantando” no canal oficial do UFC no Brasil né?
Quem não tem como pagar pra assistir o canal Combate (que adivinha de quem é?) ficou simplesmente a ver navios. Ou melhor: a ver metrô e pagode.
Enfim. Tá legal que quando a RedeTV! era a detentora dos direitos na TV aberta, a transmissão não tinha tanta visibilidade, não tinha um Galvão Bueno (grandes coisas) na narração… mas tinha um certo respeito pelo esporte e pelo telespectador. Coisa que a gente não vê no plim-plim, e nem vai ver se continuar assim…








