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João Paulo Dell Santo

  • 06/05/2012 às 12:38h

    PRIMEIRA PÁGINA: Record e a questão do tudo demais é excesso

    O SENSACIONALISMO SAGROU-SE VITORIOSO

    Coluna PRIMEIRA PÁGINA aborda o excesso de jornalismo na Record em detrimento de outras áreas

    Analisando a atual situação da Record nos deparamos com uma emissora que almeja alcançar o primeiro lugar de audiência, mas que luta para manter-se insolúvel na vice-liderança. Os tempos são outros. Diferente do auge alcançado entre 2007 e 2009 com o slogan “A Caminho da Liderança”.

    A Record, ao copiar táticas e produtos das rivais, principalmente da Globo e do SBT, extraiu a erva daninha que excretou o canal de Silvio Santos da segunda colocação: a falta de respeito com o telespectador. Muito mais que buscar uma estratégia de programação, o respeito com o público de casa, aquele que manda no controle remoto, foi deixado em segundo plano.

    A emissora do Bispo Edir Macedo se perdeu no interminável “Caminho” que proclamara anos atrás. O slogan mudou. E a paciência do telespectador também. Antes com uma grade fincada em vários gêneros, como dramaturgia, esporte, jornalismo, infantil e linha de shows (reality’s, humorísticos, filmes e talk shows), a Record observou que era mais fácil apostar naquilo que mais atenção do público chamava, o seu jornalismo. Foi então que os demais produtos acabaram perdendo espaço.

    A dramaturgia, em decorrência dos macroinvestimentos feitos nos últimos anos, seguiu recebendo modesta atenção. Novelas com duração de um ano, remakes de tramas mexicanas e reprises em pleno horário nobre vão de contra ao planejamento inicial, de brigar de igual para igual com a Globo, com até três novelas brasileiras inéditas e suas substitutas em produção.

    A Record viu no seu jornalismo, abusando de um sensacionalismo medíocre e chinfrim, a chance de fazer frente à líder. Não foram raras as vezes que um produto deixou de ser exibido para dar vez aos intermináveis plantões do jornalismo do canal. “Coberturas jornalísticas” sobre casos que chocaram o país, como da pequena Isabella Nardoni e da jovem Eloá Pimentel, ganharam ares de novela. A informação foi deixada de lado, em busca da tão desejada liderança.

    Abusando dessa tese, de “falar com o povão”, não sabendo a diferença de popular para popularesco, a Record aposta todas as suas fichas em seu jornalismo. Pela manhã, enterraram o projeto vitorioso do “Hoje em Dia”, criado e implantado por Vildomar Batista. A “revista eletrônica” hoje fica esmagada entre produções jornalísticas, como o “Balanço Geral”, “SP no Ar”, ”Fala Brasil” e “Record  Notícias”. Sem contar com o pseudo programa de variedades “Tudo a Ver”, que não raramente troca uma fofoquinha por uma tragédia. A emissora respira o jornalismo mundo cão, em detrimento de outras áreas.

    A Record News, lançada em 2007 com o slogan “Jornalismo 24 Horas de Plantão”, que deveria ter essa demasia de produtos jornalísticos em sua programação, vive a vender horários a religiosos na calada da noite. Ou a reprisar produtos da “mãe”. Afinal, para que serve a Record News mesmo? Seria o primeiro caso de um elefante branco em uma estação de TV? Perguntar não ofende.

    Quando não voltar a servir a vários públicos, nas mais variadas áreas e gêneros, fica improvável que o telespectador compre essa ideia de emissora líder. A derrocada do SBT começou quando o canal tentou fazer de tolo aquele que manda no controle remoto. Dar uma banana à Record, do mesmo jeito que o telespectador fez Silvio Santos e companhia engolirem a seco a fruta, não custa nada.

  • 22/04/2012 às 09:28h

    PRIMEIRA PÁGINA: SBT abraça falta de criatividade e não larga mais

    EMISSORA TEM MEDO DE OUSAR

    Coluna PRIMEIRA PÁGINA aborda o atual momento vivido pelo SBT

    Cobrar criatividade de uma emissora que se perdeu no tempo talvez seja demais, mesmo assim não custa nada. Junto com a vice-liderança, perdida para a Record em 2008, o canal de Silvio Santos mergulhou numa profunda crise de identidade. Os devaneios cometidos pela direção custaram caro, afugentando o público e comprometendo toda a estrutura construída nos anos anteriores.

    Embora recentemente tenha dado sinais de que ainda tem condições de lutar, o SBT demonstra um medo de ousar. Prova disso é que o canal foi o único entre os cinco maiores a não promover uma nova programação. Uma péssima propaganda para o mercado.

    Analisando os últimos lançamentos, a emissora ainda não sabe lidar com seu setor de jornalismo e muito menos com o de dramaturgia. Chega a ser constrangedor os produtos apresentados pela rede no segmento, como as novelas “Amor e Revolução” e “Corações Feridos”. “Carrossel”, com estreia prevista para maio, talvez mude este panorama. É o que se espera.

    Mas dois momentos da grade em especial chamam a atenção: as tardes de segunda a sexta e as noites de sábado. A estratégia de reprisar três novelas seguidas no período vespertino pode até conquistar alguns pontinhos de vantagem sobre a Record, mas é algo pensado a curto prazo. Além de enfadonho, o SBT não tem um acervo suficiente de boas tramas para garantir três reprises seguidas. O ideal seria manter apenas uma, sucedendo um filme ou a tão cobrada revista eletrônica. É o que se chama de efeito cascata.

    Apesar de muito ter sido cobrado no passado, as séries na faixa das 18h seguidos por dois telejornais não buscam o mesmo tipo de telespectador, há, portanto, a quebra de público. É a mais básica das lições. O correto seria transferir o “SBT Brasil” para mais adiante, antecedendo o Ratinho, privilegiando as tramas na faixa das 19h30. A dobradinha “Chaves” e “Carrossel” geraria um resultado interessante para a emissora.

    A partir de segunda, às 18h30, o canal leva ao ar o “Roda a Roda”. Não esperem índices maiores que o alcançado pelo “Chaves”. O já batido game show, agora sob o comando de Patrícia Abravanel, não terá força para isso. O programa deveria ser comandado por Silvio Santos, que por si só já é garantia de audiência. A primeira semana deveria ser comemorativa, para convidar o público do horário a trocar o que já assiste pelo “Roda a Roda”. Por que não uma semana com artistas se enfrentando?

    O mesmo equívoco se observa nas noites de sábado, faixa que o SBT trata com extremo descaso. Colocar duas sessões de filmes seguidas é atestado de inoperância. O erro começa mais cedo, com o “Esquadrão da Moda” às 20h30. Um verdadeiro suicídio. Na faixa, “O Melhor do Brasil” e o “Jornal Nacional” não dão chance a ninguém.

    Recentemente, falaram na volta do “Qual é a Música?”. A atração tem apelo com os saudosistas de plantão. O novo humorístico do canal, de nome “Circo Eletrônico”, ainda é um mistério. Deve substituir o “Cine Belas Artes”. Mas tudo acaba ficando na teoria.

    Ao SBT falta a coragem e a malícia de antes. A emissora que tanto incomodou a Globo precisa abandonar esse complexo de inferioridade. É passada a hora de perder esse medo bobo de ousar. O telespectador adora o cheiro do novo.

  • 08/04/2012 às 11:23h

    PRIMEIRA PÁGINA: O mistério de Fátima Bernardes na Globo

    MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO

    Coluna "PRIMEIRA PÁGINA" aborda impasse envolvendo novo programa de Fátima Bernardes

    Por mais que a Globo e Fátima Bernardes digam a quem interessar possa que o projeto da ex-apresentadora do “Jornal Nacional” estava nos planos do canal desde 2009, há algo nessa história que não convence. O quebra-cabeça está incompleto.

    Antes de anunciar sua saída do telejornal de maior audiência do país, a esposa de William Bonner disse em coletiva no Rio que sonhava com tal projeto desde 2008. Um esboço, então, foi entregue à direção da emissora no ano seguinte. A Globo solicitou ajustes no projeto, e pediu para que a jornalista esperasse até as eleições de 2010, pois necessitaria de sua colaboração no pleito. No início de 2011, Bernardes se reuniu novamente com Octávio Florisbal, o todo-poderoso do canal, ficando decidido que naquele mesmo ano seria encontrada a oportunidade ideal para anunciar a sua saída da bancada do “JN”.

    Em dezembro, o anúncio foi feito, pegando a todos de surpresa. Várias teorias surgiram. Crise no casamento? Puxada de tapete? Em busca de um sonho profissional? E logo em seguida veio o espanto, Patrícia Poeta, então no “Fantástico”, foi escolhida para a vaga de substituta. A imprensa, em polvorosa, atira até hoje para todos os lados, tentando desvendar o sigiloso projeto da senhora Bonner. Até aqui ninguém passou perto. Não pelo fato de a Globo esconder a sete chaves o formato, pelo contrário, não existe formato.

    E a questão parte daí. Em declarações recentes, componentes da direção do programa falaram que não há um formato certo. Não há pressa também. A estreia, programada para abril, junto com a nova programação da emissora, foi adiada para junho, e, agora, para “meados do segundo semestre”. Um demonstrativo de que não existia projeto algum, apenas uma vontade de alçar voo solo, no máximo.

    William Bonner e Fátima Bernardes recepcionam Patrícia Poeta no "JN"

    Para tentar calar a imprensa, a emissora montou uma redação do programa em seus estúdios no Rio. Bernardes chega cedo e sai à noite. Pilotos e mais pilotos são gravados. Um formato é buscado. E a teoria da puxada de tapete volta a incomodar. Teria sido Fátima mais uma vítima do clássico “manda quem pode, obedece quem tem juízo”? Se o programa ficaria para “meados do segundo semestre” porque não deixar a jornalista no “JN” até junho, por exemplo? E por que Patrícia Poeta? Por que outras opções sequer foram cogitadas?

    Poeta, linda e competente profissional, mas uma criança na profissão perto do “monstro” Fátima Bernardes, é apenas mulher de Amaury Soares, ex-diretor de jornalismo da Globo  em São Paulo e Nova York e atual pretendente à vaga de Ali Kamel, chefão do jornalismo das Organizações Globo. Um resumo que explicaria a inexplicável saída de Bernardes do “Jornal Nacional” sem ao menos esta ter um projeto pronto. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

  • Carioca caracterizado de Boris Casoy - Reprodução / Band

    Fim da espera. O “Pânico” estreou neste domingo (1º) na Band após quase dois meses fora do ar. Mais que isso, era o retorno ao vivo dos humoristas, que entraram em férias em dezembro do ano passado.

    De cara, sem pestanejar, é possível dizer que as expectativas foram atingidas. O “Pânico na Band” lembra os áureos tempos da atração ainda na RedeTV. Os primeiros anos, marcados pelas sátiras, campanhas geniais e tiradas sensacionais. É uma volta às origens na maior categoria. E o público, saudosista, agradece.

    O programa, apesar de alguns pontos que precisam ser revistos, como o sem graça do Homem Pássaro, voltou renovado. É louvável a maneira que o diretor Alan Rapp conseguiu imprimir esse novo ritmo e roupagem. O “Pânico” mudou, e para melhor, mas não perdeu a sua essência, que andava um pouco questionável nos últimos três anos. A troca de canal trouxe de volta o estímulo que parecia inexistente. Os humoristas, enfim, saíram da zona de conforto.

    Neste primeiro programa, entre algumas coisas que chamaram atenção, destacaram-se dois integrantes da turma. O primeiro, Guilherme Santana, ex-MTV, sensacional na pele de um Otário Mesquita tão caricato quanto o original. Um acerto da direção ao contratá-lo. Que os demais me perdoem, mas seria injusto não destacar a grande estrela do “Pânico”, o Carioca. Márvio Lúcio está um degrau acima de seus companheiros. Que me desculpe Tom Cavalcante, mas Carioca é hoje o maior imitador do país. E não é exagero tal afirmação. O que dizer do seu Boris Casoy? Arrepiante.

    A aceitação do público foi imediata. Repito, é uma volta às origens. O “Pânico na Band” estreou com incríveis 11 pontos de média e pico de 14. Empatou com a Record, superou o SBT e a RedeTV, e ficou próximo da Globo. Antes, a emissora não passava de 2 no horário. Uma estreia pra ser comemorada por Emílio Surita e sua turma. Um bando de malucos talentosos.

  • Coluna "PRIMEIRA PÁGINA" aborda "Fina Estampa", que chegou ao fim esta semana - Reprodução

    Chegou ao fim na última sexta-feira a novela das nove da Globo, “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva. O folhetim que consagrou Marcelo Serrado e Christiane Torloni saiu de cena com os dois pés no absurdo, o que não descaracteriza a obra, visto os exageros cometidos pelo autor ao longo desses sete meses.

    “Fina Estampa” mostrava desde o início que seria uma história extremamente popular. A protagonista honesta e batalhadora vivida por Lília Cabral que deu duro como “marido de aluguel” (o termo caiu na boca do povão) para criar os filhos e acima de tudo pregar uma filosofia de “o meio não interfere no ser humano” provava isso. Griselda, vulgo Pereirão, mesmo ganhando na loteria, manteve a postura de mulher de fibra. A mudança se deu apenas no visual.

    A proposta da trama, “Ninguém é só o que parece ser”, foi bem trabalhada por Silva, embora, em alguns momentos, os fins não justificassem os meios. O que levaria uma mulher da conceituada alta classe carioca viver num jogo de “gato e rato” (a trama central, segundo o autor, foi inspirada no clássico “Tom & Jerry”) com uma simples “bigoduda” por longos sete meses? A ex-mulher de René Velmont (Dalton Vigh) atribuiu a brincadeira de criança a um simples vício, acometido por sua rival ter roubado sua família. O motivo soou falso, pois, em dado momento, a personagem demonstrou desdém com os filhos (ela disse que não desejava tê-los) e deixou subentendido que não amava o marido, apenas o tinha como um ponto de apoio para suas loucuras.

    Griselda e Tereza Cristina saem no tapa - Divulgação / TV Globo

    As citações à vilã Nazaré Tedesco (personagem de Renata Sorrah em “Senhora do Destino”, do mesmo autor), embora em alguns momentos fossem divertidas, demonstravam uma falta de construção do caráter daquela que prometia ser a megera da década. Tereza Cristina, que viveu a trama toda temendo a revelação de um segredo falso (a dondoca era irmã de Álvaro, filha do marido de Tia Íris), nada mais era do que uma rica fútil. Neste caso, seu “drama”, não arrebatou até mesmo os mais caidinhos por uma vilã sanguinária.

    Enquanto o núcleo de Paulo (Dan Stulbach), Esther (Juliana Lemmertz), Danielle (Renata Sorrah) e Bia (Monique Alfradique) ganhou ares de uma novela dentro da outra (além de batido, pois “Barriga de Aluguel” já havia feito isso muito bem, destoava do restante da trama), outros personagens ficaram apenas como mero figurantes. O que dizer de Totia Meirelles, Milena Toscano, Arlete Salles, Eri Johnson, Joana Lerner, Sandro Pedroso (marido de Susana Vieira), entre outros? Qual, na prática, a importância desses personagens para o desenrolar da história? Eis o problema dos elencos numerosos.

    Tereza Cristina, aprendiz de Nazaré Tedesco - Divulgação / TV Globo

    No elenco, não sei se por limitações das personagens, teve quem roubasse a cena logo de cara. Caio Castro, Adriana Birolli, Malvino Salvador, Shopie Charlotte, Marco Pigossi e Dalton Vigh, no entanto, não conseguiram isso. O mesmo não se pode dizer de Christiane Torloni, que engoliu Lilia Cabral do meio pro fim, José Mayer, Marcelo Serrado, Alexandre Nero, Carolina Dieckmann, Eva Wilma (perfeita como Tia Íris), Thaís de Campos, Ângela Vieira, Dira Paes, Ana Rosa, Carlos Machado e Kátia Moraes (a empregada de T.C.), os grandes destaques de “Fina Estampa”.

    O folhetim pecou pela falta de química entre Griselda e René. Não teve jeito, o portuga Guaracy (Paulo Rocha) acabou juntinho da heroína da vez. Foi a decisão mais sensata. Lília e Dalton não tinham química. E o que falar do final? A cena do barco afundando foi uma homenagem ao centenário do Titanic? De extremo mau gosto.

    Marcelo Serrado, com todas as glórias que lhe cabem, merece um destaque em especial. Embora o amante de Crô não tenha sido revelado ao público, todas as situações envolvendo a personagem estavam perfeitas. É, sem sombra de dúvidas, o grande nome de toda a novela.

    Crô ditou moda, emplacou bordões e roubou a cena - Divulgação / TV Globo

    Apesar de tudo, “Fina Estampa” deixará saudades. A trama sai de cena com a sensação de missão cumprida, conseguindo alavancar a audiência da faixa. Novela não tem obrigação com a realidade, diria o autor. Ou até mais, apelaria para o discurso que a crítica o persegue. Não é bem assim. O Brasil passou a ter 200 milhões de especialistas em novelas, que cobram com muito mais veemência boas histórias e argumentos. Talvez tenhamos ficado mais especialistas no assunto. E mais exigentes.

    EM TEMPO…

    Reprodução

    “Fina Estampa” chegou ao fim com média geral de 39 pontos na Grande São Paulo, superando “Passione” (35), “Insensato Coração” (36), “Viver a Vida” (36) e “Caminhos das Índias” (38). É o melhor resultado desde “A Favorita” (2008), que fechou com 40.

    No PNT (Painel Nacional de Televisão), a chamada média nacional, o folhetim saiu de cena com 41 pontos, marca muito superior às suas antecessoras.

  • 22/03/2012 às 15:05h

    Mas será possível?

    AI QUE SACO!

    Ai gente, até na hora do almoço esse pessoal chato que não aceita críticas não me deixa em paz. Já não bastam os e-mails, telefonemas, DM’s e pragas que me jogam, agora querem me cortar os 30 minutos de descanso entre um trabalho e outro. Sabe como é, né? Quem não nasce modelo, loiro e rico tem que suar a camisa. Vamos ao assunto.

    Desde quando um site, portal ou blog quando patrocinado por uma empresa, marca ou grife perde sua credibilidade e liberdade editorial? Em que mundo vive essas modelos que se dizem apresentadoras, ein? Se for levar isso à risca, tadinho do pessoal do R7, né? Como esses profissionais serão remunerados se a Record seguir os conselhos daquela pessoinha linda de viver que critica sites que são patrocinados? Se o dinheiro deles não vem de patrocínio, vem de onde?

    Aliás, que coisa chata, né? Se está na chuva é pra se molhar, meu bem. Um bom profissional cresce quando lida bem com as críticas e elogios. Quem insiste em receber apenas afagos demonstra o tamanho da imaturidade profissional. Mas talvez o xis da questão seja exatamente isso: inexperiência.

    Outro ponto a se lembrar nessa lambança é a questão dos assessores de imprensa, que na prática apenas seguem o que seu patrão determina. Como pode minha gente (beijo Rita Batista) um assessor ligar pra redação de um site e chamar os profissionais deste de “BANDO DE MERDAS” e “PÉ RAPADOS”? Que deselegante, diria a Sandra Annenberg. Mas uma coisa os assessores são: ECONÔMICOS NAS PALAVRAS. Quem teria a capacidade de humilhar, esbravejar, ridicularizar, ameaçar e xingar um pobre redator em 46 segundos? Na certa, deve ser o preço da tarifa que está caro.

    Mas essa história toda trouxe uma dúvida: Será que os sites que são movidos por verbas publicitárias não devem ser levados a sério? Isso afeta a credibilidade jornalística? Ou é aquela questão do meio cheio, meio vazio? Como fica a credibilidade de um comunicador que patrocina sites sobre TV? Seria uma forma de tentar evitar críticas? Ai, gente, não consigo chegar à uma conclusão, por favor, me ajudem, mandem e-mails: contato@rd1audiencia.com.

    Ah, só pra encerrar, o RD1 não vai se calar, tenham certeza disso. A notícia é o nosso combustível, doa a quem doer. Manteremos a linha ética, profissional e respeitosa que sempre tivemos para com todos os artistas. Inclusive com os sem talento. E quem achar ruim que deite na BR. Agora me deixem ir, preciso curtir meus modestos 30 minutos de almoço. Sabe como é, né? Quem não nasce modelo, loiro e rico tem que suar a camisa.

  • Silvio Santos - Divulgação

    Silvio Santos anda inspirado. Após assumir o grisalho, colocou na cabeça que quer porque quer disputar com Dilma Rousseff o número de chefões demitidos. Dona Dilma mandou o 12º ministro pastar na semana passada. Tudo isso em 15 meses de governo.

    A nível de comparação, Silvio mandou à lona o quinto diretor de jornalismo em sete anos. Um diretor a cada um ano e cinco meses. Passaram pela função desde 2005, quando Ana Paula Padrão deixou a Globo pra ingressar no novo projeto do canal: Luiz Gonzaga Mineiro, Paulo Nicolau, Luiz Gonzaga Mineiro pela segunda vez, Alberto Villas e Paulo Nogueira, esse último posando de interino para amenizar sua futura queda. Isso sem contar os tapa-buracos que seguraram a barra entre uma e outra demissão.

    Depois o pessoal ameaça colocar o nome desse pobre colunista na boca do sapo. É ou não é um barato? Mudam o diretor, mas se esquecem de fazer jornalismo. Mudam cenário de telejornal, mas o conteúdo continua intragável. Trocam âncoras, como se estes fossem os culpados pelos baixos índices. Faz assim SBT, continue fingindo que se importa com o jornalismo, e a gente faz de conta que acredita.

    Marcelo Parada assumiu nesta terça. Marquem aí: 13 de março de 2012. Vamos vê até quando dura. Ah, uma última coisa, caso Parada não dê certo, o SBT já tem outro em mente: Fernando Vieira de Mello, ex-Band e hoje na TV Cultura. Aguardemos.

  • Coluna "PRIMEIRA PÁGINA" estreia falando sobre o "Tudo é Possível", de Ana Hickmann - Divulgação

    A frase acima pode ser interpretada de diferentes formas, mas ela tem como objetivo chamar a atenção para o atual momento vivido pelo “Tudo é Possível”, da Record.

    Assim que Eliana deixou a emissora, há três anos, a Record teve que apostar em uma figura até então conhecida das donas de casa, por sua exposição no “Hoje em Dia”, e, principalmente, do mundo da moda. Ana Hickmann surgiu como apresentadora de programa de auditório na mesma velocidade que o “Cidade Alerta” saiu do ar.

    Sem qualquer experiência no gênero, a loira entrou na briga dominical disputando audiência com nomes que estão no mercado há muito mais tempo que ela. Não fosse a consolidação da marca “Tudo é Possível”, ainda na fase Eliana, a Record teria dificuldades para emplacar a apresentadora aos domingos – há controvérsias quanto a isso.

    Passados três anos, o que se pode observar é uma pequena evolução no estilo de apresentação de Ana, que foi moldada para se encaixar ao formato. Apesar de não prejudicar o programa, mesmo que em alguns momentos não passe qualquer naturalidade ao telespectador, a figura da apresentadora não é fator essencial para a existência do mesmo. A direção, antes sob a responsabilidade de Carlos César Filho e agora sob os cuidados de Vildomar Batista, faz do “Tudo é Possível” um caso raro de programa. Aquele que tem apresentador, mas não precisa dele para sobreviver.

    E o pior, Vildomar não faz questão de esconder isso de ninguém. O “Tudo é Possível” deixa cada vez mais nítido que Ana, assim como qualquer outro integrante do programa, é apenas uma peça no tabuleiro. A atração assumiu um ar de independência graças à direção, que mesmo com um ou outro deslize, consegue levá-la adiante.

    O “TEP”, que traz em seu cardápio quadros já saturados em atrações da concorrência, fica no ar por uma enfadonha marca de 4 horas. Desse tempo, com base em um levantamento feito pelo RD1, Ana aparece por cerca de 50 minutos, passando o restante do programa escondida. Com isso, Vildomar faz a crítica vê na relação Ana-direção um problema ainda sem solução. No formato do “Tudo é Possível” o que se faz mais importante é a participação do seu comandante, visto os casos de Silvio Santos, Fausto Silva, Gugu Liberato e Regina Casé, que são a personificação de seus programas. Mas talvez seja demais tentar comparar Ana a Silvio, Faustão, Gugu e Regina.

    Está mais do que na hora da direção do programa apostar na figura da apresentadora em tempo integral. O público precisa chegar à conclusão de que está assistindo ao programa da Ana Hickmann e não apenas ao “Tudo é Possível”. Por medo, o “TEP” vive numa oscilação sem fim. Ora vence o “Domingo Legal”, ora perde. Ora ganha da Eliana, ora empata. Aliás, a apresentadora do SBT faz jus ao tema em questão. Eliana carrega seu programa nas costas do começo ao fim. A atração não poderia ter recebido título melhor. Mas isso é assunto pra outro dia.

    Diante dos argumentos apresentados, pode-se chegar à conclusão de que o “Tudo é Possível”, passados três anos, não assimilou ainda a saída de Eliana, vive às custas de vídeos da internet e humoristas de stand up comedy, atravessa uma grave crise de criatividade, visto os repetitivos quadros, e o mais importante: prova a cada domingo que não precisa de sua apresentadora para continuar no ar. Triste constatação.

  • 16/02/2012 às 16:08h

    RedeTV, Pânico, a separação e o fim de um casamento

    Humorístico deixa canal de Amílcare Dallevo e acerta com a Band

    Divulgação / RedeTV

    Uma tragédia anunciada. Não é surpresa a notícia da saída do “Pânico” da RedeTV. A péssima relação dos últimos tempos somada ao atraso de salários apontava para isso ainda no ano passado. O casamento chegou ao fim.

    Se for refletir, até que demorou pra esse divórcio sair. Em 2009, a RedeTV, sem cumprir com seu papel de chefe de família, viu sua esposa de namorico com um rapagão de 30 anos que reside pelos lados da Anhanguera. O nome dele? SBT. Bastou uma olhada, para a fiel senhora se encantar pelo moço mais feliz do Brasil. No entanto, a RedeTV conseguiu segurar sua esposa com promessas de fidelidade e dedicação. O tempo passou, e ela sofria calada, pronta para dá um até nunca mais.

    Eis que um senhor de seus quarenta e poucos anos enviou-lhe um bilhete marcando um encontro. O local? Um restaurante fino no Morumbi. A extrovertida senhora se encantara novamente por outro rapaz. E dessa vez o seu marido não tinha mais argumentos convincentes. A relação estava desgastada, o sentimento acabou, ficando apenas a gratidão e o carinho pelos bons momentos vividos juntos.

    Divorciada, a senhora de humor escrachado terá a chance de respirar novos ares, ser respeitada, se reciclar, ter suas regalias realizadas, ter respaldo. O casamento perfeito. Agora, é só aguardar os frutos dessa união.

    Quanto ao chefe de família que mora pelos lados de Osasco, não há o que fazer. A sua senhora se foi. A dedicada mulher. A galinha dos ovos de ouro. O porto-seguro. Não se espantem se com o passar dos dias notícias sobre uma depressão que se abateu sobre o rapaz venha a público. Ele já está cabisbaixo, sem forças, sem rumo, sem ideologia. Afinal, para que você serve meu rapaz?  

  • 09/01/2012 às 14:19h

    Record apela novamente para o “editorial dos desesperados” e banca a Janete

    Emissora apresentou "crescimento" enquanto o clima é de preocupação

    A babuína continua ingênua… 

    A longa reportagem do “Domingo Espetacular” do último dia 8 sobre as conquistas da Record em audiência, faturamento, expansão e crescimento não deve ser levada a sério. E é muito fácil de entender o porquê disso. Aquilo ali é humor do mais refinado. Um novo modelo de stand up comedy. Que Rafinha Bastos que nada, o The New York Times precisa falar com essa turma de comediantes.

    O mais engraçado é que toda a imprensa, aquela que anunciou o declínio das faixas matutina e vespertina, do jornalismo, dos sábados e domingos, ao longo de 2011, ficou com cara de boba. Sim, a Record deixou subentendido que a imprensa é uma tiazinha solteirona que adora ficar o dia inteiro na janela olhando a vida dos outros, aumentando, criando, e por aí vai.

    É de se pensar. E as manchetes da Folha, Veja, Estadão, Terra, UOL, IG, O Dia, Extra? E os renomados jornalistas, como Flávio Ricco, José Armando Vannucci, Ricardo Feltrin, James Akel, Maurício Stycer, Cristina Padiglione, Patrícia Kogut, que tanto falaram sobre a queda da emissora de Edir Macedo ao longo de 2011? Foi tudo invenção? Até que ponto chegaram.

    A cena e o filme são os mesmos. Quando acuado, o canal 7 de São Paulo apela para o seu já batido “editorial dos desesperados”. Nele, os famosos gráficos, a ironia, o exagero e o egocentrismo se misturam em tom de editorial para chamar a atenção do mercado e dos telespectadores.

    2011 foi um dos piores, senão o pior, ano para a Record. O ano em que quase tudo deu errado. Mudanças de horário, quase 30, audiência em queda, seja no jornalismo, com o “Jornal da Record” chegando a míseros 4 pontos, seja na dramaturgia, com a caríssima “Vidas em Jogos” cravando 9 pontos, seja na linha de shows, com “Ídolos” e “O Aprendiz” levando uma surra da velhinha “A Praça é Nossa”. Sem falar no badalado “Pan de Guadalajara”, que ficou por algumas ocasiões atrás de SBT e Band.

    Até o “Fala Brasil”, que a reportagem aponta como líder há 3 anos, já não tem forças suficiente para combater as receitas de bolinho de chuva da Ana Maria Braga. E o “Hoje em Dia”, que tomou para si o mérito de ter feito Fátima Bernardes abandonar o “Jornal Nacional” para salvar as manhãs da Globo? A revista eletrônica de Chris Flores e companhia vem patinando na casa dos 4 pontos, ficando atrás dos desenhos do SBT. Isso sem falar nos micos do ano: “A Fazenda 4”, “E aí, Doutor?”, “Cidade Alerta”, “Marcas da Vida” e “A História de Éster”.

    Até o remake de “Rebelde”, mostrado na reportagem como o responsável pela disseminação de um movimento intitulado “Rebeldemania”, tão importante quanto O Iluminismo, vem decepcionando. A novelinha teen já foi testada em diferentes faixas, chegando à marca de 6 pontinhos. Sem falar no “Programa Silvio Santos” que vem tirando audiência do “Domingo Espetacular”. Não nos prolonguemos, afinal faltará espaço para tanta coisa.

    Ano passado, até o SBT, tido pela cúpula da Record como carta fora do baralho, ressurgiu das cinzas. A emissora de Silvio Santos fecha com frequência na vice-liderança durante as manhãs e principalmente à tarde. “Marimar”, por exemplo, já mandou quatro adversários pra lona. E a média nacional de dezembro? Record e SBT fecharam empatadas em exatos 4.7 pontos. Sem falar em algumas praças, como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Vitória, Distrito Federal, Recife e Goiânia, que o canal da Anhanguera voltou a conquistar o segundo lugar.

    Por que a Record não mostra isso? Por que a queda de 2011 foi deixada de lado? Por que a emissora não mostrou que perdeu 2.7% de sua audiência na Grande São Paulo de 2010 para 2011, enquanto SBT cresceu 5.5%, indo de 5.4 para 5.7 no mesmo período?

    Estará toda a imprensa mentindo, reunida num complô contra a emissora do Bispo Macedo? E o mercado publicitário, o que pensa disso? Porque os dados do Ibope, inclusive com as quedas, foram repassados ao setor. Porque só agora a Record resolveu trazer a público seu “editorial dos desesperados”? O que está por traz disso tudo? Uma jogada de marketing?

    Enquanto a Record bancar a Janete, a ingênua amiga da Valéria do “Zorra Total”, seu tão proclamado crescimento dissolve-se a passos largos. A emissora precisa colocar os pés no chão, deixar as fantasias de lado e redefinir sua linha de investimentos. É passada a hora de fazer TV de verdade. O mercado já não vê com bons olhos essa postura. E o mais importante, a emissora tem que criar personalidade própria, parar de viver à sombra das concorrentes, e buscar sua essência, afinal o que é a Record? Uma Globo mal copiada ou um SBT evoluído negativamente? 

  • 16/12/2011 às 13:50h

    Record entra em coma, Globo acende a vela e SBT faz a festa

    Vamos cantar pra subir, bebê?

    Pela enésima vez no ano a Record altera sua grade de programação na próxima segunda (19). A minissérie “A História de Ester”, que estreou na última quarta (14), chega ao fim hoje (16). Parece piada, mas não é. Nem o SBT do alto de sua irresponsabilidade chegou a tanto.

    As mudanças têm como objetivo encontrar a melhor opção para a programação vespertina. Até aqui, o objetivo não foi alcançado. Além de sofrer intermináveis derrotas para as novelas do SBT, a Band, com alguns desenhos, passou a incomodar. A situação está crítica. Como nunca antes se viu.

    “Programa da Tarde”, “O Preço Certo”, “Geraldo Brasil”, “E aí, Doutor?”, “Cidade Alerta”, “Marcas da Vida”, “Pica-Pau”, “Todo Mundo Odeia o Chris”, desenhos, filmes, novelas, de tudo foi testado, mas nada teve consistência suficiente para um planejamento a longo prazo.

    A Record, definitivamente, vive o seu pior momento desde o lançamento do projeto “A Caminho da Liderança”, até aqui não finalizado e motivo de inúmeras piadas na imprensa e entre as concorrentes. Além da visível falta de identidade, ora quer ser a Globo, ora quer ser o SBT, o “canal 7 de São Paulo” atravessa a sua mais nociva crise administrativa. A alta cúpula da IURD, que prova a cada dia não ter conhecimento de causa para comandar uma emissora de TV, mete os pés pelas mãos de forma vexatória. Os erros são de chulos a inacreditáveis.

    Até o mais leigo dos estudantes de Rádio e TV sabe de uma regrinha básica: TV é hábito. Esse ensinamento, hoje estereotipado na cabeça da direção do SBT, parece não ter significado para a turma da Barra Funda. A história se repete. A Record comete as mesmas besteiras que derrubaram o SBT da vice-liderança. Porque justiça seja feita, não foram apenas os macroinvestimentos feitos pela direção do canal de Edir Macedo que levaram a emissora ao segundo lugar. O SBT colaborou bastante.

    Os slogans “A Caminho da Liderança”, “Uma TV de Primeira” ou “Agora é a Vez da Record” para nada servem a não ser manter em funcionamento a cabecinha oca de alguns executivos. Enquanto perdem precioso tempo alfinetando as rivais, em especial Globo, seja na imprensa ou por meio dos famosos gráficos, o controle remoto entra em cena mais uma vez. O telespectador odeia ser feito de otário.

    Como numa potente máquina, uma engrenagem, por menor que seja, ao dar defeito, afeta todo o funcionamento do motor. Observem: manhãs – tardes – noites – sábados. Em um efeito dominó devastador. Restam apenas os domingos, que ainda proporcionam, mesmo com o SBT no retrovisor, um suspiro mais demorado. Hoje a dramaturgia da Record está completamente perdida. Erraram ao abandonar o projeto inicial para apostar em remakes mexicanos. O jornalismo entrou numa “guerra santa”. Evangélicos e católicos foram tirados do sério. O entretenimento, em si, nunca esteve tão falho.

    A Record de hoje, como citado, lembra o SBT de 2007, que com tamanho incompetência perdeu sua festejada vice-liderança. Os papéis se invertem. O SBT voltou a fechar em segundo lugar. Nesta semana, em dois dias, quarta (14) e quinta (15). A emissora de Silvio Santos também tomou a vice no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília na média mensal de novembro. Belo Horizonte e São Paulo caminham para o mesmo resultado.

    Com o andar da carruagem, tendo a irrisória diferença de 4 décimos na média 24h de São Paulo em novembro, janeiro caminha para ser o mês do embate. Data que o SBT rifa “Amor e Revolução” de sua grade, estreia uma nova linha de shows, investe no Ratinho e põe no ar a tão falada “Corações Feridos”. Enquanto isso, a Record não sabe o que exibir no lugar de “A História de Ester” na próxima segunda (19).

    Estará o SBT próximo de retornar ao posto de segundo colocado? Até quando a Record suportará essa estadia na UTI? Há chances de recuperação? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. As respostas estão próximas.

  • 11/12/2011 às 11:20h

    Fina Estampa, Aguinaldo Silva, o sucesso e a crítica inconformada

    Novela incomoda muita gente

    Griselda (Lilia Cabral) flagra Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Pereirinha (José Mayer) no maior amasso (Foto: TV Globo / Divulgação)

    Conquistar a atenção (positivamente) e ganhar destaque na imprensa hoje em dia não é tarefa fácil para qualquer autor de telenovelas. Além de ter que trabalhar com a rejeição inicial dos “viúvos” do folhetim que o antecedeu, o autor tem que dançar um verdadeiro tango para não cair no jogo de alguns profissionais da imprensa televisiva.

    É a velha questão: Fez certo? Nada a mais que a obrigação. Fez errado? Atirem a primeira pedra. Os chamados críticos fifis, tonificados por seu ego e com o peso que sua coluna ou site carrega, acham que tudo podem. Foi-se o tempo em que apenas a análise concisa ganhava destaque. E não está em pauta a questão do elogiar ou criticar, mas, sim, a forma pela qual alguns profissionais tomaram para si. São verdadeiros combatentes, com um único e claro objetivo: derrubar, massacrar e aniquilar o seu alvo.

    “Fina Estampa” está nesse campo de batalha desde agosto. Contam-se os elogios recebidos até aqui. “Novela cheia de didatismo e clichês”. “Colcha de retalhos de tudo que o autor já fez”. “Aguinaldo Silva promove o fim da boa dramaturgia”. “Fina Estampa apela pelo convencimento fácil do telespectador e deixa a dramaturgia de lado”. “Aguinaldo deveria praticar o exercício da boa dramaturgia”. Foram alguns dos conselhos dados pelos profissionais que ganham para criticar. Todos, evidentemente, rebatidos por Silva.

    No começo muito se criticou a histeria de Christiane Torloni e sua Tereza Cristina. Agora, a atriz está no tom correto. Alguém elogiou? Não. E assim vale para vários personagens. Quando o ator não produz o que se espera e deseja uma enxurrada de críticas o abate. No contrário, faz-se de conta que nada aconteceu.

    Como olhar para “Fina Estampa” e não elogiar o desempenho de Lilia Cabral, Marcelo Serrado, Eva Wilma, Dira Paes, Alexandre Nero, Carolina Dieckmann, José Mayer, Arlete Salles, Thaís de Campos, Shopie Charlotte, Marco Pigosse, Eri Johnson, Júlia Lemmertz, Malvino Salvador, Cris Vianna, Paulo Rocha e tantos outros?  Elogiar, assim como criticar, é uma via de mão-dupla.

    “Fina Estampa”, como qualquer folhetim, tem seus altos e baixos. Alguns atores ainda não mostraram a que veio. Caio Castro e Adriana Birolli, pelo peso que carregam na história, são os casos mais visíveis. Em algumas situações nota-se que determinado personagem está sobrando. Talvez pelo excesso de história do núcleo de Pereirão e Cia não poderia se esperar outra coisa. É um desafio e tanto para o autor inserir esses personagens, com pouca função até aqui, na história central, fazendo com que estes tenham importância e não apenas sirvam de escada para outros. O Honório, ou Gigante, como queiram, do Eri Johnson, é um caso específico. O personagem terá novas funções como contador da loja de Griselda. Espera-se que o mesmo se aplique a outros.

    “Fina Estampa”, maior audiência da faixa desde “Paraíso Tropical” (2007), com média-parcial de quase 39 pontos na Grande São Paulo, é o típico novelão clássico. Aguinaldo sabe escrever para o grande público, que retribui e aprova o seu trabalho com médias em torno de 40 pontos e picos próximos a 50.

    Se Silva não é o autor que a crítica pediu a Deus, paciência. Mas não é justo desestruturar todo um projeto por birrinhas e picuinhas. A boa crítica, hoje bem representada por José Armando Vannucci, é fácil de praticar. Elogia-se e critica-se na mesma intensidade e serenidade, sem perder a compostura e uma linha tênue de raciocínio crítico.

    “Fina Estampa” é uma boa pedida, um novelão. Há quem goste (maioria). Há quem não goste (minoria). Algo totalmente democrático. A esses inconformados, não resta muito o que fazer. A novela fica no ar até meados de abril. Até lá, paciência. Fom fom.

  • 01/12/2011 às 15:53h

    Fátima Bernardes e o fim de uma era

    Sentiremos falta do doce "Boa Noite" da Fátima

    Era tarde da noite da última quarta-feira (30) quando a Folha de S. Paulo pegou a todos de surpresa com uma notícia até aqui inacreditável: Fátima Bernardes deixará o “Jornal Nacional”.

    Muitas versões, várias opiniões e nem de longe a imprensa conseguiu chegar perto do alvo. Fátima não está cansada, muito menos se separando de William Bonner, ela está em busca de concretizar um grande sonho: ter um programa diário.

    De supetão, a Globo organizou uma coletiva de imprensa para esta quinta (1º). Anunciou o que os fãs do “casal nacional” jamais esperariam ouvir um dia: Fátima Bernardes deixa o “JN” para se dedicar a projetos solos e será substituída no noticiário por Patrícia Poeta, que, por sua vez, cede a apresentação do “Fantástico” a Renata Ceribelli.

    A despedida acontece na segunda (05). Poeta assume em definitivo a bancada na terça (06). É o fim de uma era. A separação do “casal 20″ do jornalismo brasileiro. Ela, a ternura em pessoa. Um das poucas profissionais da área que dá a notícia como se estivesse olhando nos nossos olhos, cheia de simpatia. Ele, um gentleman, um galã de gravata com sua voz invejável, o tiozinho do Twitter.

    Não está em pauta a competência de Patrícia Poeta, apesar de faltar a ela a doçura que transborda da “musa da Copa de 2002″. Está, sim, o vácuo que o “JN” terá daqui pra frente sem a presença de Ótima Bernardes, como diria a turma do “Casseta e Planeta”.

    Uma profissional que se colocou apenas como mero instrumento da notícia, e não como a notícia, assim como tantos outros adoram fazer. Datas marcantes, acontecimentos importantes, Copas, Olimpíadas, tragédias, lá estava a mãe dos trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz. Tantas histórias. 13 anos de “JN”. Quase 3500 “Boa Noite”.

    Seria triste se esta competente profissional estivesse infeliz ou fazendo algo que não gostasse. Mas não, ela optou por mais esse desafio em sua carreira. Aos 49 anos. São poucos os que podem pedir pra sair do telejornal de maior audiência do país.

    Que venha a nova atração da Fátima. Que seja diária ou semanal. Matutina ou vespertina. Estaremos esperando. Até lá, ficaremos na torcida e mandando boas vibrações.

    O nosso muito obrigado. E o nosso eterno BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE, Fátima Bernardes.

  • 12/10/2011 às 13:24h

    Eu comeria o Rafinha Bastos. Tô nem aí!

    Pandemônio de opiniões

    A novela continua – evitei tocar nessa chatice por entender que os críticos de plantão fizeram questão de fiscalizar cada vírgula a mais acrescentada na polêmica envolvendo a piada de Rafinha Bastos. No dia 19 de setembro, em pleno “CQC”, o humorista disse que “comeria” a cantora Wanessa (sem Camargo, pessoal) e o bebê que ela espera.

    A imprensa, em sua maioria, tenta através da psicologia explicar o que leva um artista a praticar uma “selvageria” dessas. Abusivo. Desrespeitador. Incoerente. Imaturo. Foram várias as definições que encontraram para classificar o humorista.

    Antes aclamado, por seu jeitinho rebelde e incorreto, Rafinha ganhou destaque em publicações mundialmente conhecidas, como o The New York Times. Passou de precursor do humor coragem para o Judas da vez. Praticamente uma campanha: “Linchem o Rafinha”.

    Esse pessoal, hipócrita em sua maioria, que antes aplaudia as piadas do rapaz, agora simplesmente viram as costas. Marco Luque que o diga. Nem Rafinha, do alto de seu sincericídeo, merecia tamanha traição. Vão pular do barco agora? Não, não. Deem as mãos. Afundem juntos.

    Wanessa (sem Camargo, pessoal) vai processar o humorista. Ronaldo (aquele que odeia piadas sobre gordos e travestis) e Marcus Buaiz, marido da cantora, bateram o pé e exigiram o afastamento do jornalista do “CQC”. A Band, temendo uma debandada em seu departamento comercial deu o braço a torcer. Bobagem. A piada recai apenas sobre a pessoa Rafinha Bastos. Os anunciantes estão é em festa, afinal o programa virou a bola da vez na mídia.

    Bastos, sabendo dos percalços que terá pela frente, pediu pra sair. Johnny Saad, dono da Band, e a produtora Cuatro Cabezas, dona do formato do humorístico, defendem a permanência do mesmo. Alguns diretores da emissora relutam em aceitar essa ideia.

    Famosos também contribuíram com as críticas. Marcio Garcia, que conseguiu o patrocínio do seu filme através de Buaiz, e Marco Luque, que virou garoto-propaganda da Claro, pelas mãos do mesmo Buaiz, engrossam a lista. Oportunismo pede licença.

    Antes que os politicamente corretos de plantão planejem um movimento (ato de censura) para calar este humilde colunista, aviso logo: não achei graça na piada e muito menos concordo com a postura de Rafinha de agredir verbalmente a imprensa. Mas como disse, foi uma P – I – A – D – A. Virem a página queridinhos. Foi sem graça? Foi. Próxima, por favor.

    O gênero stand up comedy é famoso por seu humor cara limpa. Sim, fala de tudo e todos. Sem restrições. Nos Estados Unidos, esse modelo é amplamente ovacionado pelas pessoas. Lá, entendem que ali está em jogo uma única coisa: FAZER RIR. Não o fez? Ok, uma nova piada será lançada. Rir quem quer. Consome quem gosta. Ou não?

    Se a Band fizer a loucura de dispensar Rafinha Bastos, deve, em respeito aos seus telespectadores, juntar seu discurso de bom samaritano preocupado com a liberdade de expressão e jogar aos porcos. Demagogia tem limites.

    Uma piada sem graça não pode absorver o talento de um profissional. Deixem o Rafinha trabalhar. Um pedido de desculpas conserta tudo. Deem essa chance ao moço. E quer saber? Eu comeria o Rafinha Bastos. Tô nem aí!

  • 07/10/2011 às 14:03h

    Emmanuel Kelly encanta o mundo com versão emocionante de “Imagine”

    Jovem iraquiano não tem parte dos braços e pernas

    Volta e meia um vídeo bomba na web. Dessa vez não foi diferente. Emmanuel Kelly arrepiou os jurados da versão australiana do programa de talentos “X-Factor”. A plateia, comovida com a história do jovem iraquiano de 17 anos, que foi adotado por uma australiana e que não possui parte dos braços e pernas, foi ao delírio.

    Emmanuel escolheu o clássico “Imagine”, imortalizado na voz inesquecível de John Lennon. O vídeo tem quase 5 milhões de visualizações no You Tube.

    Confira: